O senador e candidato à reeleição Carlos Fávaro (PSD) afirmou que não utilizará recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) em sua campanha eleitoral de 2026. A declaração foi feita nesta quinta-feira (27.08), durante entrevista ao programa #VGNoAr, apresentado pelo jornalista Geraldo Araújo.
Segundo Fávaro, a decisão foi comunicada diretamente ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e representa uma escolha pessoal diante das regras atuais de distribuição dos recursos partidários.
“Eu liguei para o presidente Kassab e disse que abri mão do meu FEFC, do meu fundo partidário para a minha eleição, 100%. Vocês vão acompanhar, isso é público. Não vai vir um real de fundo”, declarou.
A declaração ocorre uma semana após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberar o repasse de R$ 2,3 bilhões do Fundo Eleitoral aos partidos políticos para as eleições de 2026.
Fávaro cita incentivo à participação feminina
Durante a entrevista, o senador afirmou que a destinação dos recursos partidários passou a seguir critérios voltados ao fortalecimento da participação feminina na política e destacou ter sido o autor da proposta que resultou na Emenda Constitucional nº 117.
Segundo ele, a legislação consolidou regras que garantem às mulheres uma parcela mínima dos recursos públicos destinados às campanhas eleitorais.
“Fui eu o autor da PEC que virou a Emenda Constitucional 117. Ela determina que 30% do tempo de televisão e rádio, 30% das vagas e 30% do dinheiro dos partidos sejam destinados às mulheres”, afirmou.
Fávaro defendeu o aumento da presença feminina nos espaços de poder e argumentou que as mulheres possuem papel fundamental na formulação de políticas públicas voltadas às áreas sociais.
Campanha será bancada por doações
Sem utilizar recursos do Fundo Eleitoral, o candidato afirmou que pretende financiar sua campanha por meio de doações privadas autorizadas pela legislação eleitoral.
Fávaro citou o empresário Alexandre Schenkel, primeiro suplente de sua chapa ao Senado, como um dos apoiadores da candidatura, mas afirmou que outros doadores também contribuirão para a campanha.
“Para fazer campanha, dentro da legalidade, precisa de dinheiro. Eu acho que dinheiro em campanha é necessário, mas não é fundamental. Então eu busco doações e já estou fazendo isso. Nós temos doadores que vão fazer doações para a nossa campanha e vamos prestar contas disso”, disse.
O senador ressaltou que todas as contribuições serão registradas e informadas à Justiça Eleitoral, conforme exigem as regras de prestação de contas.
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