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Deputado cita novo modelo eleitoral e profetiza que Taques só perde para ele mesmo

“Taques só perde para ele mesmo”. Esta é a opinião do deputado estadual Gilmar Fabris (PSD), em relação ao processo eleitoral deste ano, onde o governador Pedro Taques (PSDB) praticamente definiu sua candidatura à reeleição numa feijoada com aliados políticos no último sábado no condomínio Florais dos Lagos, em Cuiabá.

O parlamentar ainda cravou que pedir o impeachment do governador não irá resolver os problemas financeiros e fiscais do Estado. Segundo Fabris, para ser reeleito, o governador precisará ter habilidade política.

O deputado apontou que com as novas regras eleitorais, onde o financiamento de campanha oriundo de empresas foi abolido, o que pode facilitar o caminho do governador no processo eleitoral, por ter a máquina estatal ao seu favor. “O Pedro Taques só perde para ele. Se tiver um pouco de habilidade política e fiscal, ganha a eleição fácil. As pesquisas mostram isso. Ele já saiu na frente. Só falta um pouco de habilidade. Hoje, se o cara tiver um saco de dinheiro e dar um centavo para alguém, vai para a cadeia. O governador tem obrigação de mandar o benefício para o município. Inauguração não dá voto. O que dá voto é apoio dos prefeitos, nas cidades. A propaganda, o prefeito faz melhor do que o candidato indo lá. Ninguém aguenta disputar contra a máquina. Serve para todos. O Taques tem a máquina e é obrigação dele ajudar os municípios. Se fizer isso, o povo está feliz", opinou.

O deputado criticou nomes da oposição que pedem o impeachment do governador por conta do atraso de repasses aos poderes e do não pagamento das emendas parlamentares. Fabris afirmou que ainda acredita no diálogo e que não é afastando Pedro Taques que a situação vai se resolver financeiramente. “A questão toda é de solução financeira. Não adianta falar aqui que vai fazer impeachment do governador. Vai resolver? Não vai. É preciso se reunir com o executivo. Isso já foi feito, mas em uma reunião você usa um tom na altura 10, na outra, 20, depois 40, 50, e assim vai. Uma hora resolve. Por enquanto, as reuniões foram feitas e o governador nos contou a situação. Agora cabe a todos os poderes, juntamente com o governador achar uma solução”, afirmou.

Fabris ressaltou que não adianta pressionar o Governo do Estado, quando o executivo aponta que a situação econômica não é favorável. Quando questionado sobre o não pagamento das emendas aos parlamentares, ele afirmou que a situação fica muito difícil para  os deputados, mas que ainda assim acredita no diálogo. “Nós vamos nas cidades e, se tudo aquilo que você falou que iria fazer e garantiu que seria feito, não sair, fica uma situação muito difícil. É como a história de que o fulano deve e você vai lá e resolve matar ele. Aí piora. Você não vai receber e ainda responde por um crime e terá que gastar com advogado. Tem que ter recurso, para conseguir tocar o Estado”, completou.

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