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Deputado indaga empresa teria deixado de pagar propina no governo de Taques

O deputado estadual de oposição Alan Kardec (PT) questiona se os pagamentos de propinas pela empresas FDL Serviços de Registro, Cadastro, Informatização e Certificação Ltda. (hoje EIG Mercados Ltda), alvo da Operação Bereré, foram mantidos na atual gestão, uma vez que a empresa possui contrato com o governo. Segundo a investigação, esquema foi de 2009 a 2014.

Logo após a deflagração da operação, o presidente do Detran Thiago França contou que a empresa ainda possui contrato com o governo, repassando R$ 1,5 milhão dos R$ 3 milhões que arrecada como intermediária dos registros contratual dos financiamento de veículos.

Oposição ao governo, Allan afirma que é preciso verificar se antes do início deste governo havia alguma relação entre a empresa alvo com pessoas ligadas a Taques. “Escritórios de advocacia, por exemplo,” sustenta o parlamentar sem citar especificamente a pessoa ligada ao governador.

Além da empresa, o presidente da Assembleia Eduardo Botelho e o deputado estadual Mauro Savi (ambos do PSB) foram alvos de busca e apreensão em seus gabinetes e residências. Ambos, segundo Gaeco, compunham o núcleo de liderança da organização criminosa que teria implantado um esquema de cobrança de propina e direcionamento de licitação da autarquia. Ambos negam.

Para Allan, não há como a operação manchar mais a imagem da Assembleia, que tem 12 deputados gravados recebendo suposta propina, conforme consta na delação do ex-governador Silval Barbosa. De todo modo, lamenta envolvimento de parlamentares.

Allan ainda questiona o lapso que ocorreu desde a delação do ex-presidente do Detran Teodoro Moreira Lopes, o Dóia, até as diligências realizadas segunda. “O Ministério Público precisa falar. A delação foi homologada há mais de dois anos e ficou hibernada por qual motivo? Por que não houve investigação logo após homologação?”, questiona.

Operação

A operação foi conduzida pelo Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco), que tem competência para investigar pessoas com foro privilegiado. A Delegacia Fazendária (Defaz) também participou das diligências, tendo o apoio da Polícia Militar.

A operação tem por objetivo desmantelar uma organização criminosa, que atuava junto ao Detran para desviar recursos públicos. A investigação começou na Defaz e depois teve auxílio do Ministério Público.

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