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Dorival diz sobre pressão e avisa: Não se surpreendam se o São Paulo surpreender

Dorival Júnior sabe que ainda não afastou a pressão que existe no São Paulo. Mesmo após a vitória por 2 a 0 sobre o CRB, no Morumbi, pela partida de ida da terceira fase da Copa do Brasil, o técnico entende que a cobrança por mais resultados vai continuar. Mas ele está confiante de que o Tricolor vai surpreender na reta final da primeira fase do Paulistão e também nos duelos decisivos.

Veja o que o técnico disse quando foi questionado sobre a pressão que deve rolar para o jogo de domingo, contra o Linense, fora de casa, e o clássico contra o Palmeiras, também como visitante, na próxima quinta-feira, dia 8 de março. Lembrando que a partida de volta contra o CRB será no dia 14 de março, no estádio Rei Pelé, em Maceió. O Tricolor pode perder por até um gol de diferença.

– Eu não sei, meu jogo é o seguinte. Agora, a análise do resultado é fria, foram duas derrotas em clássicos. Fiquei muito feliz com o que eu vi, mas o resultado não veio. Só que é impossível as coisas irem acontecendo e não termos coisas boas. Se não acontecer os resultados, a pressão vai vir mesmo, não tem jeito. Eu não tenho dúvidas que as coisas vão melhorar. Estou há muito tempo no futebol e sei quando uma equipe só conquista resultados, o São Paulo tem muita coisa boa. Não se surpreendam se o São Paulo surpreender daqui a pouco pelo que vai apresentar – disse Dorival.

O técnico do São Paulo agradeceu ao respaldo da diretoria:

– Não tem menos pressão, o futebol infelizmente é assim aqui no Brasil, tenho que entender. Não falta trabalho, não falta lealdade. Tive uma resposta muito positiva da diretoria, também porque sempre demonstrei isso. Fico feliz em ter esse respaldo da diretoria, o trabalho está sendo feito, vamos evoluir. Não fico pensando no resultado de 10 dias, penso sempre no próximo jogo, sempre foi assim. Fico feliz porque o trabalho está sendo feito muito sério, não são só os resultados.

Dorival também foi perguntado se a vitória desta noite lhe dá maior tranquilidade para dormir. Mas o técnico não acredita que vá conseguir relaxar...

– Não. Não tem como. Um resultado... Jamais, treinador não relaxa. Todos em volta descansam, mas não tem como relaxar aqui, não faz parte do dia a dia do treinador. A pressão é grande, é um fato. Não vai mudar. Mesmo quando eu parar eu sei que não vai mudar, temos que conviver.

Veja outros tópicos da entrevista de Dorival Júnior:

Encontrou o time ideal?

– Não é o ideal, é o que tralhamos a maior parte do tempo. É natural que a equipe se dê bem com isso. Mesmo assim eu tenho que reconhecer o valor dos que estavam antes. Diego ia fazer hoje a décima partida. Nós tivemos a necessidade de colocar o Brenner e ele foi muito valente. É importante ver o respaldo que o próprio Diego deu a quem entrou – falou Dorival Júnior.

Brenner e Diego Souza juntos

– Dá para encontrar qualquer situação desde que tenha tempo para treinar. Jamais vou dizer que não dá para jogar. Desde que tenha tempo para treinar e mudar o conceito, dá para mudar. Não adianta colocar eles lá e deixar que se vire. O treinador tem que levar a equipe até o último terço do campo, mas lá a criatividade é dos jogadores. Até agora as semanas têm sido de recuperação. Vocês viram que ainda oscilamos, caímos um pouco. É uma situação difícil, complicada, e deve ser assim até junho, porque o SP não tem semanas abertas.

Evolução da equipe

– No futebol tudo pode acontecer. É normal que coisas passem pela cabeça, para nós tem vários filmes que passam pela cabeça. Eu sempre falo que tem que prestar atenção quando tem trabalho, é muito claro quando ele existe e quando não tem, que você luta pelo resultado podendo ou não ganhar. Ainda temos muita coisa para melhorar e descansar a equipe para domingo, que vamos ter um jogo complicado contra o Linense.

Vantagem para o jogo em Maceió

– É uma vantagem mínima, acho que é importante, mas não deixa de ser mínima. Não entrar relaxado é fundamental, confio na minha equipe para produzir dentro e fora de campo.

Relação com a diretoria

– Eu fico feliz pelo respeito e a dignidade da diretoria. Eles veem nosso trabalho, eles não esqueceram que há poucos meses estávamos na zona de rebaixamento e terminamos o returno quase na liderança do turno. Não tenho dúvida se a gente tivesse uma sequência um pouco diferente, estaríamos melhores. Perdemos jogadores, ganhamos outros, não tivemos muito tempo de jogo, mas pra mim é fundamental. Mesmo assim estou muito satisfeito com o que eu vejo, tem muito a melhorar. Eu não vou decepcionar a diretoria de jeito nenhum.

Clima no elenco

– Quando os atletas percebem que evoluem, a seriedade de quem está dirigindo, não existe sacanagem, distinção, a gente se preocupa com tudo, respaldar todo mundo, todo o corpo técnico. Eu já vi muito clube, mas nunca vi uma estrutura como a do São Paulo, tem uma luz própria.

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