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Estados Unidos colocam líder do Hamas em sua lista negra de terroristas

Os Estados Unidos incluíram nesta quarta-feira (31) o líder do movimento palestino Hamas, Ismail Haniya, em sua lista negra de "terroristas", em meio à forte tensão entre Washington e os palestinos após o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel por Donald Trump.

O anúncio do Departamento de Estado "não desanimará" a "resistência" contra Israel, assegurou o movimento Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007.

"A decisão americana de incluir Haniya na lista de terroristas é uma tentativa frustrada de pressionar a resistência", acrescentou o grupo.

O chefe do movimento "ameaça a estabilidade do Oriente Médio" e esteve "envolvido em ataques terroristas contra cidadãos israelenses", disse anteriormente o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, citado em comunicado.

Desde 1997 o Hamas foi incluído nesta lista de "organizações terroristas estrangeiras". Haniya, de 55 anos, "tem vínculos próximos com a ala militar do Hamas e tem sido o promotor da luta armada, incluindo contra civis", acrescentou a nota oficial.

"É suspeito de estar envolvido em ataques terroristas contra os israelenses" e o movimento "é responsável pela morte de 17 americanos durante ataques terroristas", detalhou o Departamento de Estado.

O coordenador do Departamento de Estado para o Contraterrorismo, Nathan Sales, evocou nesta quarta-feira em uma conferência em Tel Aviv o "respaldo" do Irã ao Hamas e outros "grupos terroristas palestinos", aos quais "potencialmente destinou até US$ 100 milhões por ano".

Esta decisão é tomada em um momento em que o Hamas concluiu um frágil acordo do reconciliação com o presidente palestino, Mahmud Abbas, para criar um governo de união depois de mais de 10 anos de confrontos. Mas o processo parou.

As tensões entre os Estados Unidos e os palestinos estão em seu momento mais crítico, depois que o presidente Trump reconheceu Jerusalém como capital de Israel no fim de 2017.

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