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Mato Grosso vira área de risco e Ministério da Saúde deve começar vacinação

Apesar de Mato Grosso ainda não ter a confirmação de casos da doença nos últimos 24 meses, todos os 141 municípios foram incluídos na lista de abrangência da vacinação.

Mato Grosso também foi incluído na lista de Estados que devem realizar a vacinação contra a febre amarela pelo Ministério da Saúde. O Brasil enfrenta um surto da doença principalmente nos estados de São Paulo e Minas Gerais e ainda há registros confirmados do vírus no Rio de Janeiro e Distrito Federal.

Apesar de Mato Grosso ainda não ter a confirmação de casos da doença nos últimos 24 meses, todos os 141 municípios foram incluídos na lista de abrangência da vacinação.

Conforme a Secretaria de Estado de Saúde,  por enquanto é investigado um caso em Mato Grosso, ocorrido no segundo semestre de 2017. O último registro de morte por febre amarela silvestre em Mato Grosso foi no ano de 2009 e foi registrado no município de Feliz Natal.

A febre amarela silvestre é transmitida pelo mosquito Haemagogus, já a febre amarela urbana é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypit, o mesmo que transmite a dengue, a zika e chikungunya.

A SES explica que Mato Grosso é considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde, uma área estratégica de controle vetorial e garante que o Estado tem vacina suficiente para imunizar a população.

A média de cobertura vacinal registrada pela SES é de 75% e os 141 municípios estão abastecidos com a vacina, conforme informação da coordenação de Vigilância em Saúde Ambiental.

A pessoas que forem viajar para as áreas consideradas de risco, precisam receber a dose com antecedência da viagem, pois a imunização passa a fazer efeito 10 dias após a aplicação.

Ao todo, 21 estados estão incluídos na lista da campanha promovida pelo Ministério Público, somente o Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Alagoas, Pernambuco e Sergipe estão dispensados.

O governo federal recebeu 1,080 notificações de casos suspeitos – 432 foram descartados e 435 permanecem sob investigação. Em comparação com o mesmo período entre 2016 e 2017, houve redução de 54% nos casos confirmados.

As mortes devido à doença diminuíram 44%. Os dois estados mais afetados,  São Paulo e Minas Gerais, registraram 108 e 77 casos confirmados, respectivamente. O Rio de Janeiro detectou 27 infecções por febre amarela, seguido do Distrito Federal, com apenas uma pessoa.

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