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Mauro diz que saída de Maggi mexe com cenário político e reavalia ser candidato

O ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), está reavaliando a possibilidade de ser candidato nas eleições de outubro deste ano, uma vez que considera que a desistência do atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), em disputar a reeleição ao Senado mexe com todo o cenário político do Estado.

“Eu ainda estou avaliando e devo definir até o mês de março por uma filiação partidária. Mas, isso muda um pouco agora com a saída do Blairo. Vamos fazer algumas análises em conjunto e, a partir daí, terei uma definição se vou ter condições e disposição para me colocar no processo eleitoral”, disse o ex-prefeito, nesta quinta-feira (22), em entrevista para a Rádio Capital FM.

Mauro considerou que a desistência do ministro pela disputa eleitoral mexe com o “tabuleiro eleitoral”, já que Maggi teria uma, das duas vagas ao Senado, praticamente garantida.

“O Blairo, ninguém pode negar, e as pesquisas divulgadas mostram que ele é um dos políticos mais influentes e respeitados, aparecia na liderança das intenções de voto para qualquer cargo. Se ele sai do cenário, abrem-se duas vagas e vão aparecer novos candidatos. Isso mexe nas articulações políticas e, até mesmo, nas pessoas que tinham intenções de disputar uma vaga ao Senado. Sem dúvida a saída dele mexe no tabuleiro”, pontuou Mauro Mendes.

Para o ex-prefeito, Blairo Maggi sofrerá pressão de aliados para não desistir, o que ainda pode fazer com que o ministro mude de ideia em relação à candidatura.

“Ele sempre falou dessa possibilidade, mas acredito que vá sofrer com alguns pedidos de grupos partidários e lideranças. Por isso, acho que nenhuma decisão é definitiva, só a própria morte. O Blairo pode sim, mudar de ideia e a gente não pode deixar de considerar isso, porque é da natureza humana”, ponderou Mauro.

Mesmo diante do cenário controverso, o ex-gestor não acredita que as mudanças influenciem no projeto de reeleição do governador Pedro Taques (PSDB), apesar de considerar que as articulações políticas em torno das composições partidárias sofram reviravoltas nos próximos meses.

“Isso não muda, na minha opinião, muita coisa para o Pedro Taques no projeto de buscar a reeleição. Porque muitas pessoas não sabem direito o que um deputado faz em Brasília, ou na Assembleia Legislativa, mas um governador e um prefeito as pessoas acompanham o dia a dia, veem as entregas, o que está fazendo. No caso de uma reeleição é muito mais um plebiscito para o cidadão dizer se está contente e vai votar. Se não está contente, vai procurar outra alternativa. Então, um governador ou prefeito que vai para a reeleição, depende muito mais do bom trabalho feito e da avaliação da população”, afirmou.

“[A saída de Maggi] Muda o cenário das composições partidárias, mas seremos capazes de escolher e criar novos caminho e alternativas para as composições e para montar nesse Estado as alternativas que podem comandar Mato Grosso”, concluiu o ex-prefeito.

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