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Presidente do TJ reclama que Judiciário está sendo sufocado

O desembargador Rui Ramos, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) disse que não admite que comparem os salários e benefícios concedidos pelo Poder Judiciário com os rendimentos de trabalhador da área privada, com o objetivo de sufocar a Justiça.

De acordo com Rui Ramos, é “tolice” dizer que diminuindo salários e benefícios os governantes resolverão todos os problemas sociais do país, fazendo referência o pagamento de auxílio moradia a magistrados com casa própria.

“Apenas não admitimos colocações que são destituídas de qualquer fundamento e bom senso sempre posto como uma forma de se melhorar a vida dos trabalhadores da iniciativa privada com o sufocamento do Poder Judiciário. Eu digo com toda a experiência que tenho: é a maior tolice imaginar que você tendo um Poder Judiciário sufocado resolverão todos os problemas sociais que nós temos”, argumentou.

O desembargador destacou ainda que o Tribunal de Justiça é um dos mais fiscalizados do país e sempre esteve de portas abertas para que isso ocorresse.

“Recebemos fiscalização do Conselho Nacional de Justiça, Ministério Público Estadual, dos Tribunais de Contas da União e do Estado, ou seja, é o poder mais fiscalizado que imaginar, e estamos sempre com as portas abertas, mostrando tudo que realizamos”, declarou Rui Ramos.

O magistrado admitiu que há erros cometidos dentro do Judiciário, porém todos os membros estão em busca de melhoria.

“E dentre os erros que possamos e temos porque somos humanos, nós estamos sempre no aguardo de melhorias, correção de rumos e de erros”, concluiu.

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