POLÍTICA ▸ CPI DO PALETÓ

Riva e irmão de prefeito devem ser os próximos convocados na CPI

O ex-deputado estadual José Riva (sem partido) deve ser um dos próximos nomes convocados para prestar depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito batizada de CPI do Paletó, instaurada na Câmara Municipal de Cuiabá para apurar uma quebra de decoro do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) pelo vídeo em que ele aparece recebendo dinheiro de suposta propina do ex-chefe de gabinete do governador Silval Barbosa.

O pedido para uma convocação do ex-deputado partiu do presidente da CPI, vereador Marcelo Bussiki (PSB), após o ex-governador dizer durante a oitiva desta sexta-feira (23) que Riva foi um dos deputados da legislatura passada que negociou com Barbosa o pagamento do ‘acordo’ de passar R$ 600 mil em doze parcelas de R$ 50 mil para deputados em troca de apoio.

“Solicitei a convocação do José Geraldo Riva por que ele pode detalhar melhor como era instrumentalizado o ‘mensalinho’ lá dentro da Assembleia Legislativa”, disse Bussiki. O vereador também explicou que a confirmação dos próximos nomes a ser convocados irá acontecer no dia 28 de fevereiro.

Na semana passada, a defesa do prefeito Emanuel Pinheiro protocolou um pedido para que o empresário Marco Polo de Freitas Pinheiro, o ‘Popó’, proprietário do Instituto Mark de Pesquisas seja convocado para prestar depoimento aos vereadores.

De acordo com o advogado André Stumpf, o dinheiro recebido pelo prefeito e filmado por Silvio César era do pagamento para seu irmão, que havia feito pesquisas a mando de Silval Barbosa. 

Os membros da CPI ainda estudam a convocação de um funcionário de Silvio César identificado como ‘Cleverson Coxinha”, apontado como a ponte entre o diálogo de Alan Zanatta e Silvio César quando ele ainda estava preso. O deputado estadual Adalto de Freitas, o ‘Daltinho’ (SD), que segundo Silval participou e filmou a reunião dos parlamentares em que ficou definido como seria feita a extorsão também pode ser convocado .

A CPI do Paletó foi instaurada em novembro de 2017, quase três meses após a delação premiada e os vídeos com os parlamentares, incluindo o prefeito Emanuel Pinheiro recebendo dinheiro de suposta propina. 

Comentários