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Roseli Barbosa presta depoimento e diz se arrepender de roubos na Setas

A ex-primeira-dama e ex-secretária de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas), Roseli Barbosa, esteve na Controladoria-Geral do Estado (CGE) na tarde desta segunda-feira (26) para prestar depoimento sobre suposto esquema de pagamento de propina envolvendo 106 empresas, durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa.  

"É claro que a gente se arrepende. A gente acaba se envolvendo em todo processo, mas a minha parte estou fazendo”, disse.

A CGE propôs as oitivas para apurar eventuais prejuízos aos cofres públicos que podem ultrapassar R$ 1,03 bilhão em contratos fraudulentos realizados na administração passada. 

Roseli declarou rapidamente à imprensa que sua participação no processo está relacionada aos contratos feitos na Setas enquanto ela comandava a pasta. 

“Meu conhecimento se resume a Setas, mas a quantidade de empresas e outros detalhes a CGE pediu para eu não falar, pois a investigação está sob sigilo. São dúvidas relativas a empresas relacionadas a Setas, quando eu estive à frente da secretaria", afirmou.  

Além de Roseli, Toninho Barbosa (irmão do ex-governador Silval Barbosa), também prestou depoimento. Em seguida, o filho do ex-governador, Rodrigo Barbosa, também foi ouvido.

De acordo com a CGE, das 106 empresas que estariam envolvidas no esquema, 19 já possuem processo de responsabilização aberto. Outras 87 ainda estão sob investigação e todas foram citadas por Silval durante delação.

Na lista estão empresas que colaboraram ou foram beneficiadas direta ou indiretamente nos esquemas de fraudes operadas por Silval no período em que ele era governador do Estado.

Segundo a Controladoria-Geral, o objetivo principal desta investigação é coletar mais elementos que possam subsidiar a abertura ou o aditamento dos processos administrativos para apurar o envolvimento de empresas e servidores nos ilícitos delatados.

Silval, a mulher, o irmão e o filho são delatores de dezenas de esquemas em seu Governo.

As delações do grupo foram homologadas pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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