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15/11/2017 às 10:05:17 Enviar Imprimir
Sesc Pantanal em Poconé, refúgio de paz em nome da natureza do Pantanal
Entrando em uma estrada, a cidade de Poconé (104 Km ao sul de Cuiabá) vai ficando para trás e o cenário anuncia o Pantanal. O que se vê na MT-370 (Poconé/Porto Cercado) são pantaneiros, de chapéus de vaqueiro, conduzindo gado. Nos corixos, jacarés, inclusive com filhotes, espreitam carros que vão passando e levantando poeira. Garças e tuiuiús planam para lá e para cá.

A vegetação se estende pelo caminho com plantas aquáticas, ipês, acuris, piúvas e altos carandás, árvores que, algumas delas, chegam a medir 20 metros. Acima, quase sempre o céu é azul com nuvens espaças. A temperatura quente varia de 30 a 40 graus.

São alguns quilômetros neste cenário até chegar ao Hotel Sesc Porto Cercado. Do outro lado do Rio Cuiabá, em frente a esta Unidade hoteleira do Sesc, fica um refúgio ambiental, a Reserva Particular de Patrimônio Natural – RPPN Sesc Pantanal - maior área de conservação privada do Brasil, principal unidade do polo socioambiental do Serviço Social do Comércio (Sesc), o Sesc Pantanal, que está comemorando 20 anos de atuação.

Ao lado da RPPN de 108 mil hectares, fica o Hotel que tem 142 quartos e atrai turistas de todo país e mundo. No local, tem piscinas, exposição interativa sobre o Pantanal, formigueiro, borboletário, trilhas, restaurantes, centro de eventos, teatro, salão social, arvorismo, arco e flecha e um spa com foco na qualidade de vida.

A reserva abriga espécies raras, como a arara azul, e uma biodiversidade única com mais de 350 espécies de aves. Por lá, é realizado um trabalho de monitoramento ambiental e de prevenção a combate a incêndios, que é modelo para o país, além do estímulo e apoio a pesquisa científica. 

A alimentação servida no hotel é atração à parte e segue conceito de sustentabilidade e valorização da cultura local. Banana, pescado, mel, pequi e outros ingredientes regionais aparecem em receitas feitas pelos chefs Felipe Fogaça, que é gaúcho, e os cuiabanos Germano Conceição e Jhuan Schneider.
Na mesa posta aos visitantes fazem sucesso releituras de peixes, queijos, ensopados, farinha de mandioca artesanal e iguarias de tropeiros.

"O peixe seco, por exemplo, é inspirado na tradição de pantaneiros que, muitos deles, até hoje vivem na verdejante planície sem energia elétrica. Tudo isso nos ensina a valorizar o local", comenta um dos chefs, Jhuan Schneider.

Ao lado, o Sesc Baía das Pedras é um parque de educação ambiental em que hóspedes do hotel e visitantes podem vivenciar o contato com a natureza e a cultura local. Na área, fica uma base de pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a biodiversidade serve de material para pesquisadores locais e estrangeiros. É ali que filhotes de tuiuiú, que caíram do ninho, estão sendo cuidados até que fiquem fortes e voltem para natureza.

Na cidade, o Sesc Poconé, que fica na porta de entrada para a MT-370 e o pantanal mato-grossense, atrai a criançada e também adultos para cursos, espetáculos de teatro, cinema e outras atividades culturais, além do consultório odontológico, complexo esportivo e parque aquático. A entidade mantém ainda na unidade colégio de ensino infantil e fundamental I, a Escola Sesc Pantanal, que em 2018 ampliará suas atividades para fundamental II.

Em outra região de natureza exuberante, em Rosário Oeste, mas com acesso por Bom Jardim - Nobres (146 Km a médio-norte de Cuiabá), o Sesc Pantanal está implantando o Sesc Serra Azul, na área onde fica a cachoeira Serra Azul.

Criação

O Sesc Pantanal considera 2 datas como marco legal. A primeira é 18 de dezembro de 1996, quando o Conselho Nacional do Sesc assinou documento de criação do Sesc Pantanal e a segunda é 4 de julho de 1997, data da portaria 71/97 que cria a RPPN em Barão Melgaço. A portaria é do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Lendas do Pantanal

Em comemoração aos 20 anos de atuação, o Sesc Pantanal está realizando uma campanha que busca promover a conscientização sobre esse bioma tão importante para o planeta. Ela foi baseada em histórias reais do Pantanal que parecem lendas para contar um pouco do trabalho realizado na região.

Saiba mais sobre o Sesc Pantanal



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