BEM VINDO / POCONÉ - MT, 06 DE DEZEMBRO DE 2023
Poconet
Adolescente diz que mantinha relação amorosa com assessor parlamentar há dois anos
CRIME EM POCONÉ

Um dos adolescentes suspeitos de envolvimento no latrocínio do assessor parlamentar Sergio Barbieri, 73 anos, afirmou em depoimento que estava em um relacionamento amoroso com a vítima há cerca de dois anos. Barbieri teve o corpo encontrado no dia 28 de janeiro, na Transpantaneira, em Poconé (a 104 km de Cuiabá).

A informação consta na decisão que revogou as prisões do empresário Ezequiel Padilha de Souza Ferreira, 29 anos, e de Wéverton César de Brito, de 19 anos. No trecho do depoimento, o menor conta que reconheceu Barbieri em um terreiro de umbanda. O relacionamento tinha conivência dos pais do menor.

Além disso, também afirmou que o assessor tinha comprado uma moto Honda CG 160 Start ano 2023/2024 para ele. No entanto, tinham restado dívidas de nota promisória, em nome do pai do menor, sendo que a primeira venceu em janeiro deste ano, no valor de R$ 1 mil, que deveriam ser pagos para Barbieri. A data do vencimento era próxima ao dia do crime.

No dia da execução, o menor marcou encontro com Sérgio Barbieri na zona rural de Poconé, avisou ao parlamentar que iria levar um amigo e que todos passariam o final de semana juntos.

Em depoimentos iniciais, o adolescente alegou que Ezequiel Padilha tinha atirado três vezes contra o assessor e Wéverton César atirou mais duas vezes. A execução seria por "queima de arquivo". Após várias versões, o menor assumiu a autoria do crime.

No inquérito concluído pela Polícia Civil, o delegado entendeu que os dois menores sempre mudam de versão nos depoimentos "conforme a conveniência". “Nota-se que desde o início das investigações os menores conduzem suas versões conforme a conveniência e os desdobramentos fáticos, inventando uma nova versão a cada confronto com fatos inquestionáveis”, diz trecho.

Por conta disso, a juíza Katia Rodrigues Oliveira revogou as prisões de Ezequiel Padilha e Wéverton César.

“Ocorre que, com a juntada de através de diligencia realização pela Policial Civil, restou demonstrado até o presente momento que os investigados possam não ter participado do crime, visto que, as declarações dos menores alteram toda a trama inicialmente pregada, tal como em diligência da Autoridade Policial para confrontar e confirmaram a participação dos investigados resultaram infrutífera, alteando assim, os indícios de autoria anteriormente demonstrados”, afirma.

O caso

O homicídio de Sérgio Barbieri veio à tona de  dia 28 de janeiro, após um familiar acionar a polícia relatando que assessor havia ido a Poconé acompanhado de um homem e que deveria retornar no mesmo dia, o que não ocorreu.

Durante buscas no Centro de Poconé, os militares avistaram o veículo e questionaram populares se haviam avistado o dono do automóvel. Os militares então deram início às rondas e localizaram os suspeitos. Na revista pessoal, foram localizados a carteira, relógio e celular da vítima.

Fonte: Da Redação
Notícia Postada em 14/02/2024 as 22:01