BEM VINDO / POCONÉ
- MT,
06 DE DEZEMBRO DE 2023 |
| Nora diz que matou sogra a pauladas para que marido em luto não saisse de casa em MT |
| CHOCANTE |
A Polícia Civil de Confresa (a 1.048 km de Cuiabá) investiga um crime de extrema violência e frieza que resultou na morte da ex-servidora municipal Maria Aparecida da Silva, de 53 anos. A nora da vítima, Alessandra do Nascimento Gonçalves, de 29 anos, foi presa em flagrante após confessar ter assassinado a sogra a pauladas e asfixia com fio elétrico na manhã do último sábado (22). Durante o interrogatório conduzido pelo delegado Daniel Moura, a suspeita detalhou que premeditou a execução para chantagear o próprio marido, que tentava romper o relacionamento. Nas imagens do depoimento a que a reportagem teve acesso, ela relata a motivação. “Eu achava que se acontecesse alguma coisa com ela, e eu tivesse do meu marido, ele não iria embora. Mas eu não tive coragem de sair de lá depois do que aconteceu, depois do que eu fiz. Eu me arrependi, não tive coragem de sair e deixar ela lá”, confessou. A investigação apontou que Alessandra aguardou a sogra sair na varanda da residência para surpreendê-la nas primeiras horas da manhã. No interrogatório, ela disse que acordou às 4h para ir trabalhar mas decidiu faltar ao serviço e ficou esperando a sogra abrir a porta dos fundos da residência para atacá-la com uma pedaço de madeira. Conforme a assassina, a sogra deu alguns gritos e depois parou de responder. "Eu fui para cima dela e ela gritou. Depois ela não gritou mais. Aí eu entrei em desespero, porque eu não sabia mais o que fazer. Eu não tive coragem de sair de lá. Eu achei que eu teria coragem de sair e ir embora e fosse como se nada tivesse acontecido, mas eu não tive essa coragem, depois o que aconteceu”, relata. Alessandra ainda revelou que, antes de ser morta, a sogra teria enviado uma oração para ela no WhatsApp. “Ela me mandou oração antes, mas eu só fui ver depois que ela tinha me mandado essa oração”, disse durante o depoimento. O delegado destacou que a vítima mantinha uma relação de total suporte à nora mesmo com as crises conjugais, o que torna o ataque ainda mais bárbaro e sem motivos reais contra a vítima. Na tentativa de justificar a própria ação violenta, a criminosa ainda alegou ter passado por um surto, mas a dinâmica fria de espreita e agressão desmente a versão. Prisão mantida Em audiência de custódia realizada no domingo (23), o juiz Nelson Luiz Pereira Júnior, da 3ª Vara Criminal de Porto Alegre do Norte, converteu o flagrante em prisão preventiva, destacando o elevado grau de periculosidade da acusada “A combinação desses elementos, preparação prévia, espera da vítima, repetição de atos executórios e utilização sucessiva de meios potencialmente letais, constitui dado concreto apto a revelar, nesta fase, risco à ordem pública e a necessidade de contenção cautelar”, frisou o magistrado. Alessandra responderá penalmente por homicídio qualificado por motivo torpe e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima. |
| Fonte: Da Redação |
| Notícia Postada em 25/08/2026 as 11:55 |