BEM VINDO / POCONÉ
- MT,
06 DE DEZEMBRO DE 2023 |
| Candidato ao senado Pedro Taques diz que 70% dos senadores estão na pica do saci |
| ELEIÇÕES 2026 |
O candidato ao Senado, Pedro Taques (PSB), afirmou que 70% dos atuais senadores possuem inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) e, por isso, estariam em uma situação constrangedora diante da Corte. A declaração foi dada durante entrevista ao no Ar, conduzida pelo jornalista Geraldo Araújo nesta semana. Ao comentar a necessidade de independência dos integrantes do Senado, Taques utilizou uma expressão que atribuiu ao ex-governador e deputado estadual Júlio Campos (União Brasil). “Setenta por cento têm inquéritos no Supremo Tribunal Federal, estão sendo investigados no Supremo. Aí, como diz o Júlio Campos, 70% estão na pica do saci, estão em situação constrangedora”, declarou. O percentual apresentado corresponderia a aproximadamente 57 dos 81 integrantes do Senado. Taques, contudo, não informou durante a entrevista a origem do levantamento. A existência de um inquérito também não representa condenação. Segundo o candidato, parlamentares investigados podem perder a independência necessária para fiscalizar autoridades e analisar pedidos contra ministros do STF. “Para ser senador, você precisa ter independência”, afirmou. Taques também criticou candidatos que, segundo ele, disputam uma vaga no Senado apenas para defender um presidente ou ex-presidente e concentrar o mandato em pedidos de impeachment contra ministros do Supremo. “Eu não quero ser senador de ex-presidente nem de presidente. Quero ser senador do povo de Mato Grosso”, disse. O ex-governador defendeu que as principais atribuições de um senador são elaborar leis e fiscalizar o poder público. Para ele, a execução de obras cabe ao Poder Executivo, enquanto os parlamentares devem acompanhar a aplicação dos recursos. “Senador não faz obra. Quem faz obra é o Poder Executivo. Senador pode trazer dinheiro das emendas, que é uma distorção, mas não roubar esse dinheiro”, declarou. Apesar das críticas, Taques afirmou que não pretende perseguir integrantes do Supremo. Ele defendeu mudanças na estrutura da Corte, mas disse que os senadores não podem agir com medo dos ministros. “Eu não quero perseguir ministro do Supremo, mas também não quero amaciar para ministro do Supremo. O senador fica com medinho”, concluiu. |
| Fonte: Da Redação |
| Notícia Postada em 05/09/2026 as 21:00 |