Além de confessar ter assassinado o advogado Renato Nery, o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva disse em depoimento, nessa quinta-feira (15), que alugou por R$ 1,5 mil a arma usada no crime.
O delegado Bruno Abreu, titular da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), disse que Alex não revelou o nome do dono da arma, porém segundo ele, a pessoa já teria morrido.
Ainda durante o depoimento, o caseiro confessou ter matado Renato Nery, por ordem do casal de empresários Cesar Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos, mas disse que se arrependeu do crime.
Alex era caseiro do policial militar Heron Teixeira Pena Vieira, que também foi indiciado por envolvimento no assassinato.
Na segunda-feira (12), durante entrevista coletiva, o delegado afirmou que Heron contou que contratou o caseiro dois meses antes do assassinato. O militar também revelou que Alex passou a monitorar a rotina de Renato.
“O próprio policial que entregou o seu caseiro e 'fiel amigo', nos contou que ele monitorava a rotina do Renato há vários dias. Um dia antes e parou na porta do Renato, do escritório, então, o Renato poderia ter morrido um dia antes", destacou.
Além de Alex e Heron, outro policial militar, Jackson Pereira Barbosa, de 39 anos, também foi indiciado por envolvimento no crime. As investigações revelaram que ele seria o elo entre os mandantes e os executores.
O crime
Renato Nery foi morto no dia 5 de julho de 2024, quando chegava em seu escritório, localizado na Avenida Fernando Corrêa, na Capital. Ele chegou a ser socorrido e submetido a uma cirurgia, mas morreu poucas horas depois.
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