Farra na Saúde de Poconé: Diretor nomeia esposa e primo na Secretaria
Fonte: Da Redação 25/06/2025 ás 22:31:53 2669 visualizações

A Prefeitura Municipal de Poconé volta a ser alvo de denúncias de nepotismo e uso indevido de cargos públicos. Documentos oficiais revelam que o atual Diretor de Saúde Coletiva, Antônio Santana Corrêa Marques Júnior, está no centro de uma nova polêmica. Nomeado para o cargo estratégico dentro da Secretaria Municipal de Saúde, Antônio é responsável pela coordenação de políticas públicas voltadas à saúde coletiva da população. No entanto, ele teria utilizado sua posição para beneficiar familiares próximos.

De acordo com os dados obtidos, Antônio Júnior usou influencia para contratar Andreia Negrine Azevedo Marques, que seria sua esposa, com salário mensal de R$ 3.000,00, e Alinor Rei Corrêa Marques, identificado como primo, recebendo R$ 3.000,00 por mês. Ambos ocupam cargos através de contratos, o que indica vínculo direto de confiança e nomeação por critérios políticos e pessoais, prática que, quando envolve parentesco, configura nepotismo.

A nomeação de familiares em cargos comissionados é vedada pela Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal (STF), que proíbe a contratação de parentes até o terceiro grau por agentes públicos com poder de nomeação. O caso levanta sérios questionamentos quanto à legalidade das contratações e pode resultar em ações judiciais e responsabilização dos envolvidos.

A população do município, já afetada por problemas recorrentes na prestação de serviços de saúde, reage com indignação. “Enquanto falta médico no posto, tem gente usando a saúde como cabide de emprego”, disse uma moradora que preferiu não se identificar.

O caso será encaminhado ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso, que poderá instaurar inquérito civil para apurar possíveis atos de improbidade administrativa e violação aos princípios da moralidade e impessoalidade na administração pública.

Até o momento, nem o prefeito municipal nem o secretário de saúde se pronunciaram sobre o caso. A sociedade civil e os órgãos fiscalizadores aguardam uma resposta urgente e medidas para coibir práticas que desrespeitam a Constituição e enfraquecem a confiança da população na gestão pública.


Enviar um comentário
Comentários
Mais notícias