O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) valorizou, durante convenção nesta quinta-feira (30), a unidade entre os partidos de esquerda e centro-esquerda, que conseguiram construir projetos nas proporcionais e majoritárias para as eleições deste ano. O bloco formado por 8 partidos - Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), PDT, PSD, PSB e Federação Rede-PSOL - consolidou um palanque forte para o presidente Lula (PT) no estado. O grupo, no entanto, não se furtou a alfinetar os adversários.
Durante entrevista à imprensa, Lúdio relembrou o cenário de 2022, onde a então deputada federal Rosa Neide (PT), mesmo sendo a mais votada, não conseguiu se reeleger, diante do desequilíbrio que a chapa possuía. Agora, em 2026, Lúdio acredita que ela será eleita e ainda conseguirá puxar mais um membro da federação para a Câmara Federal. Segundo o político, o grupo aprendeu com os erros do passado e está concentrado para fazer uma campanha existosa.
"A política, assim como a vida, é aprendizado. 2022 foi uma lição importante para nós. E dessa vez nós nos preparamos bem e montamos uma chapa muito, mas muito consistente mesmo para a eleição de deputado federal. A Rosa será novamente a deputada federal mais votada no estado. E dessa vez, além dela, nós elegeremos mais um nome na nossa chapa", disse ele, projetando 4 estaduais e 2 federais.
A visão de Lúdio foi referendada pela presidente do PT e da Federação em Mato Grosso, Rosa Neide, quando questionada sobre as alianças firmadas dentro do bloco. Ela sinalizou que todas as alas foram contempladas com indicações e que isso representa o verdadeiro espírito partidário: "Nós estamos construindo juntos. Aqui têm oito partidos que têm um foco parecido, que não pensam da mesma forma, mas que os seus princípios são irmãos".
"Nós temos dois meses trabalhando para unir a centro-esquerda em Mato Grosso. E nós temos oito partidos, dirimimos todas as divergências, estamos juntos: presidente Lula, Natasha Slhessarenko, nossas chapas proporcionais, Carlos Fávaro e Pedro Taques ao Senado. Vamos de mãos dadas por Mato Grosso e pelo Brasil", comentou ela.
Em discurso mais politizado e direcionado à militância, o senador e candidato à reeleição Carlos Fávaro (PSD) falou sobre o sentimento de ter sido ministro da Agricultura, entre 2023 e 2026, no Governo Lula. Além disso, relembrou o ataque de 8 de janeiro de 2023, promovido por simpatizantes do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que contestavam o resultado das urnas.
"Ao ser ministro do presidente Lula, me passa um filme do que ele segurou nas mãos da democracia. Nós não estaríamos aqui se os golpistas tivessem dado conta de sermos. Nós estamos aqui e só isso é o grande motivo desta comemoração", disse Carlos Fávaro.
O ex-governador e ex-senador Pedro Taques (PSB) bancou vigor e projetou o sucesso nas urnas ao relembrar a derrota de 2020. Ele também alfinetou a confusão no União Brasil, que rejeitou o senador Jayme Campos como nome ao Governo para beneficiar o projeto à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
"Nós vamos ganhar esta eleição. Eu tenho absoluta certeza disso. Porque nós mostramos a tudo o que é verdade em Mato Grosso [...] Aqui não tem briga. Aqui ninguém panha voto de ninguém, como em outros lugares. Aqui é o lugar de quem defende a democracia, defende a coisa certa, defende a liberdade", disparou ele.
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