O pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), afirmou que o partido exige fidelidade de seus filiados e indicou que prefeitos liberais que apoiarem adversários na disputa estadual poderão enfrentar consequências internas. A declaração foi dada nesta terça-feira (21), em entrevistas concedidas às rádios Jovem Pan e 104 FM, em Rondonópolis (212 km de Cuiabá), após ser questionado sobre o posicionamento do prefeito da cidade, Cláudio Ferreira (PL), que declarou apoio ao pré-candidato Otaviano Pivetta (Republicanos).
Sem citar diretamente a possibilidade de expulsão, tema que vem sendo ventilado nos bastidores do partido, Wellington reforçou que o PL cobra alinhamento político de seus membros: “Quem está no partido sabe que existe fidelidade partidária. Esse é um princípio que deve ser respeitado”.
Durante as entrevistas, o senador também confirmou a realização da convenção estadual do PL nesta quarta-feira (22), quando sua candidatura ao Palácio Paiaguás será homologada ao lado da candidatura de José Medeiros ao Senado. Segundo ele, a definição do candidato a vice-governador e das alianças partidárias ficará para depois das convenções.
O parlamentar também aproveitou para cobrar o cumprimento de compromissos assumidos pelo governo estadual com Rondonópolis. Ele lembrou que apoiou a eleição do ex-governador e pré-candidato ao Senado Mauro Mendes (UB) em 2018 e citou obras como a duplicação do Anel Viário e investimentos no Distrito Industrial Hélio Razia.
“A prefeitura entraria com uma parte dos recursos, eu destinaria outra por meio de emendas parlamentares e o Estado faria a maior contrapartida. Minha parte foi cumprida. Agora é obrigação do Governo do Estado cumprir o compromisso firmado com Rondonópolis”, disse.
Sobre o cenário nacional, o pré-candidato defendeu a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no processo eleitoral de 2026 e avaliou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) reúne condições para disputar a Presidência da República.
“A eleição do Flávio Bolsonaro vai corrigir injustiças. Eleições sem a presença do presidente Bolsonaro não serão plenamente democráticas”, afirmou.
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