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Abílio: Próximo gestor terá que lidar com rombo nos cofres da Prefeitura Municipal de Cuiabá

O vereador Abílio Júnior (Podemos), candidato à Prefeitura de Cuiabá, afirmou que o próximo gestor da Capital precisará lidar com um “rombo” nas contas do Executivo, fruto de uma suposta pedalada fiscal e de dívidas que teriam sido contraídas pela atual administração, sob Emanuel Pinheiro (MDB).

Conforme Abílio, estudos feitos por ele e seu vice, o vereador Felipe Wellaton (Cidadania), durante todo o mandato parlamentar apontaram que, economicamente falando, “a Prefeitura de Cuiabá não está tão bonita quanto se pensa”, mesmo tendo uma arrecadação anual de pouco mais de R$ 3 bilhões.

“Existe uma ação no Tribunal de Contas que aponta uma suposta pedalada fiscal de R$ 326 milhões, sem falar os R$ 800 milhões que a Prefeitura tem contraído de empréstimo, mais ainda as dívidas que ela não estava pagando de Previdência de servidores públicos”, enumerou Abílio.

O inchaço da máquina pública absorveu os recursos do aumento da arrecadação e isso acabou complicando os investimentos na cidade. Se a gente diminuir a máquina, vamos investir melhor
“Tudo isso vai gerar um rombo na Prefeitura, na gestão do próximo prefeito”, completou.

De acordo com Abílio, as propostas apresentadas por ele em seu plano de Governo, de redução pela metade no número de secretarias e também de diminuição de servidores públicos contratados e comissionados, são essenciais para conseguir melhorar as contas da Prefeitura.

“Estamos pensando no enxugamento da máquina pública para que possamos ter um equilíbrio fiscal um pouco melhor”, disse.

Conforme o candidato, desburocratizando o sistema do empreendimento e do investimento no Município de Cuiabá, será possível criar uma cidade mais atrativa para o investimento, “o que vai acabar melhorando a arrecadação e gerando uma economia melhor”.

Crítica à gestão atual

Abílio ainda apontou que um dos maiores erros do Governo Emanuel Pinheiro que acabou por prejudicar o desenvolvimento econômico da cidade trata-se do inchaço da máquina pública.

“A arrecadação da Prefeitura chegou a R$ 3,2 bilhões e, com essa arrecadação tão alta, deveria ter mais investimentos na cidade. Isso não aconteceu porque com o aumento da arrecadação, houve inchaço da máquina pública, a folha de pagamento inchou também, principalmente nesse período eleitoral, quando aumentou significativamente o número de contratações”, criticou.

“O inchaço da máquina pública absorveu os recursos do aumento da arrecadação e isso acabou complicando os investimentos na cidade. Se a gente diminuir a máquina, vamos investir melhor”, concluiu.

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