ECONOMIA ▸ TRADIÇÃO

Agronegócio é base da exportação em várias regiões do estado de Mato Grosso

Bolsa de Chicago é tema recorrente entre um vanerão e outro no CTG Chama da Tradição, em Sapezal; no Restaurante Sabor Baiano, em Água Boa, ocupantes de mesas diversas falam sobre habilidades de pilotos da aviação agrícola; em Rondonópolis, no Caiçara Tênis Clube, enquanto um olho acompanha as cortadas dos tenistas na quadra, o outro olha o diretor da Louis Dreyfus; nos bancos da Catedral Diocesana Sagrado Coração de Jesus, de Sinop, entre um cântico e outro, produtores rurais pedem bênção para que a Ferrogrão saia do papel.

É assim Mato Grosso afora, com muitos voltados ao agronegócio que além de movimentar a economia regional respondendo por US$ 19,89 bilhões das exportações entre janeiro e novembro de 2021, muda conceitos sociais, transforma cidades e tem papel fundamental no desenvolvimento mato-grossense. Nessa seara desponta o complexo soja, secundado pelo milho, algodão, carnes bovina e suína, frangos e outros itens menores da pauta de exportação para os quatro cantos do mundo, com destaque para a China, que no período importou US$ 6,3 bilhões seguida pela Espanha (US$ 1,19 bi), Tailândia (US$ 1,01 bi), Vietnã (US$ 848,8 mi), Turquia (US$ 824,02 mi), Holanda (US$ 823,04 mi), Indonésia (US$ 646,26 mi), Irã (US$ 561,19 mi), México (US$ 476,67 mi), Índia (US$ 422,04 mi) e dezenas de outros países, reinos e territórios nos cinco continentes.

Esse volume exportado, de US$ 19,89 bilhões é um dos lados da balança comercial, que no período registrou importação de US$ 2,78 bilhões resultando num superávit de US$ 17,11 bilhões. A importação é ancorada pelo agronegócio, que depende de inseticidas, rodenticidas, fungicidas, herbicidas, reguladores de crescimento de plantas; de aviões agrícolas e tratores; de matrizes industriais para plantas de biodiesel, descaroçamento de algodão, frigoríficos e aviários; de pneus especiais, sistemas de comunicação, equipamentos para mineração e outros itens.

Mato Grosso é a base territorial da balança comercial, mas quem respondeu pela exportação no período foram 75 municípios puxados por Rondonópolis, com US$ 2,00 bi) e seguido por Sorriso (US$ 1,76 bi), Querência (US$ 1,02 bi), Primavera do Leste (US$ 1,012 bi), Sinop(US$ 2,02 bi), Campo Novo do Parecis (US$ 920,10 mi), Nova Mutum (US$ 846,99 mi), Diamantino (US$ 766,47 mi), Sapezal (US$ 748,29 mi), Tangará da Serra (US$ 601,87 mi), Campo Verde (US$ 563,58), Canarana (US$ 499,70 mi), Lucas do Rio Verde (US$ 474,4 mi/FOB), Sorriso (US$ 436,94 mi), Poconé (US$ 412,73 mi) e outros 60 municípios, dentre os quais Cuiabá, com US$ 163,7 mi).

No outro lado da balança, importando, a liderança também é de Rondonópolis com US$ 1,19 bilhão seguido por Sorriso (US$ 436,94 mi), Cuiabá (US$ 211,64 mi), Querência (US$ 179,12 mi), Sinop (US$ 168,21 mi), Comodoro (US$ 168,21 mi), Nova Mutum (US$ 101,54 mi) e outros 73 municípios sendo Nortelândia o menor importador, com US$ 1.420.

 

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