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Associação dos Municípios orienta cidades a não ter Réveillon e Carnaval

Por respeito aos mortos em decorrência da covid-19 e economia, o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, afirma que vai emitir uma orientação às prefeituras para que não façam as festas de Réveillon para a virada do ano e o Carnaval em 2022. “A partir do ano que vem, vamos precisar de muita receita”, avalia.

A fala foi feita na manhã desta sexta (26), durante evento para lançamento do maior parque multieventos da América Latina, o Parque Novo Mato Grosso, na MT-251.

Neurilan lembra que ainda não estamos livres do coronavírus. “Nossa vacinação ainda está em patamar razoável. Ainda precisamos avançar mais. A AMM tem uma posição muito clara de que as prefeituras não realizem festejos até mesmo em respeito às pessoas que faleceram", disse.

De acordo com dados do Governo, divulgados no boletim de desta quinta (25), 13.933 mato-grossenses morreram em decorrência da covid-19, em um universo onde mais de 552 mil pegaram a infecção.

Já segundo o Consórcio de Imprensa, 70,49% da população já recebeu a primeira dose e 54,66% já estão totalmente imunizados com as duas doses ou a dose única da Janssen.

O presidente avalia que as prefeituras pensam em outra forma de realizar as comemorações. “Estamos expedindo recomendação técnica para que os municípios não realizem Carnaval no ano que vem e, se puderem também, não realizarem festas que aglomerem pessoas no final de ano e que possam comemorar a passagem de ano de outra forma, evitando a aglomeração”, disse.

Secretário pede paciência

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, também enfatiza que as festas de carnavalescas promovem muita aglomeração e ainda, neste momento, com a retorno da covid na Europa e na África o melhor é ter prudência e fazer um “sacrifício pela saúde da população”.

“A Europa explodindo caso para todos os lados. Novas variantes surgindo na África e nós pensando aqui em fazer eventos dessa natureza. Qual a parte da população vacinada que nos dá tranquilidade [para fazer eventos]? Nós precisamos ter 90% da população vacinada. No caso de Mato Grosso, nós estamos em 65%. E isso não é uma garantia de que nós não podemos ser afetados”, ressalta ele.

O titular da Saúde de Mato Grosso faz um apelo à população para que busque a vacinação e, inclusive, as doses de reforço para evitar que uma quarta onda da covid chegue também ao Estado.

“Não queremos de jeito nenhum uma nova onda, por isso vou fazer um apelo à população para buscar a vacina, inclusive a dose de reforço que já vai estar disponível. Uma nova onda na pandemia significa um grande sacrifício econômico a todos, porque gera distorção na saúde, na segurança e na educação. Nós queremos isso? Será que nesse momento não dá para ter um pouquinho mais de paciência”, indaga ele.

Segundo ele, não é possível descuidar ainda e o controle, seguindo as normativas de biossegurança (máscara, álcool em gel e distanciamento),  deve continuar em todos os lugares para proteção coletiva da população.

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