POLÍTICA ▸ ELEIÇÕES 2020

Democratas elege maioria dos prefeitos em todo estado de Mato Grosso

Os meios de comunicação e vários comentaristas constataram rapidamente que os maus resultados dos aliados do presidente Jair Messias Bolsonaro que ainda esta sem partido, demonstraram claramente que houve uma derrota do presidente e do populismo de direita. Mas também constataram que a esquerda teve perdas nas eleições, pois os candidatos de seus partidos perderam representatividade nacional nos cargos em disputa.

O Partidos dos Trabalhadores (PT), perdeu 78 prefeituras e o PSB perdeu 158 prefeituras, por exemplo, saíram menores em número de prefeitos, vereadores e votos. Nesse contexto, teria havido uma vitória da centro-direita do espectro político. O PP ganhou 184 prefeitos, o PSD ganhou 113 prefeitos e o Republicanos ganhou 102, embora o MDB tenha perdido 285 prefeitos e o PTB, 49.

Essas são as conclusões mais comuns em análises sobre os resultados das eleições.

Uma das causas fundamentais da reação ao PT, por boa parte da população, foi a sua associação com a corrupção nos governos Lula e Dilma. Nessa eleição, o eleitorado ainda penalizou os partidos mais fortemente associados ao PT (PSB, PCdoB, PV, MDB e PDT, por exemplo). Entretanto, apesar da imagem mais associada à corrupção ter sido a do PT, por ser hegemônico no poder político desde 2003, alguns partidos que cresceram nessas eleições, como o PP, o PSD e o Republicanos, tiveram maior número proporcional de políticos denunciados por corrupção do que o próprio PT e seus associados ideologicamente mais próximos. Ou seja, a população votou muito em partidos que na verdade mostraram-se mais associados à corrupção, até mesmo do que o PT. Na sua guinada em direção à política tradicional de centro-direita, os eleitores entregaram-se a representantes mais corruptos.

Nesse aspecto, apenas o Democrata (DEM), que também cresceu, não esteve associado fortemente à corrupção da era petista, tal qual ocorreu com o PP, o PSD e o Republicanos.

Esses partidos como Partido Progressista (PP), Republicanos e PSD de fato não têm ideologias, apesar de serem associados à centro-direita. São, na verdade, agregados de grupos de interesses, que abrigam principalmente políticos que recorrem a benesses obtidas a partir da proximidade com o poder para a manutenção de bases políticas de apoio e para o enriquecimento pessoal.

Por isso, são sempre flexíveis, e mantêm-se girando em torno do poder, seja ele de qual matriz ideológica for. Por isso, geralmente despontam como líderes em acusações de corrupção. Isso significa que o crescimento deles revela que há um problema de informação, caso haja real rejeição à corrupção por parte da população, como declarado em pesquisas. Mas, na verdade, o que esses resultados indicam é que os eleitores preferem apostar em benesses específicas para suas cidades, bairros e segmentos socioeconômicos do que em políticas macro, tanto econômicas como sociais, que possam no final até beneficiá-los mais no médio e longo prazos, a partir do crescimento econômico e melhor distribuição de renda.

Numa visão de dilema do prisioneiro, as eleições mostram que estamos adotando estratégias não-cooperativas com vistas a obter benefícios imediatos. Por tal, estamos todos no pior equilíbrio, que é a manutenção de baixo crescimento econômico e de bem-estar geral em troca de tentativas de favores imediatos minúsculos.

Já no Estado de Mato Grosso, o Partido Democrata (DEM) nas eleições municipais realizadas no último domingo (15), foi o que conseguiu aumentar o numero de prefeitos eleitos em todo o Estado, basicamente a sigla triplicou o número de prefeitos eleitos.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), informou que o DEM elegeu 25 prefeitos no Estado de Mato Grosso e é o partido que mais emplacou prefeitos em Mato Grosso nas eleições de 2016, o partido havia conseguido conquistar 7 prefeituras. Ou seja, com o governador Mauro Mendes, o DEM mais que triplicou o número de prefeitos eleitos.

A alegria dos Democratas esta estampada no rosto do presidente estadual da sigla, Fabio Paulino Garcia, e disse que o DEM trabalhou junto com seus candidatos, e por isso veio a resposta nas urnas com um crescimento fenomenal da sigla.

“Estamos muito felizes com o resultado dessa eleição. Fomos o partido com maior número de prefeitos eleitos e isso mostra a força do partido, a força do nosso grupo político. E, em especial, a força da liderança do nosso governador Mauro Mendes, do nosso senador Jayme Campos, e dos nossos deputados estaduais Eduardo Botelho e Dilmar Dal Bosco”.

Os Democratas conseguiram reeleger 11 prefeitos dos 25 postulantes ao cargo. E segundo o presidente Estadual do DEM em Mato Grosso, isso demonstra que os representantes municipais do Democrata, com o respaldo e apoio do governador, têm se empenhado em trazer bons resultados para a população mato-grossense.

“É uma grande felicidade não só eleger e reeleger prefeitos, mas termos o reconhecimento e apoio da administração séria do governador, que tem feito grandes investimentos nos municípios, além de fazer todos os repasses necessários literalmente em dia. Essa é a comprovação que estamos no caminho certo e que o Estado irá melhorar ainda mais, principalmente, com o programa Mais MT, pois os investimentos do Governo aumentarão muito mais nos próximos dois anos para”.

Prefeitos do Democrata que foram eleitos em Mato Grosso:

1. Alto Taquari – Marilda Sperandio
2. Brasnorte – Edello Ferrari
3. Campinápolis – Zé Bueno
4. Canarana – Fábio Faria (reeleição)
5. Carlinda – Carmen Martinez (reeleição)
6. Guarantã do Norte – Érico Stevan (reeleição)
7. Guiratinga – Barga Rosa
8. Indiavaí – Sidney da Cêramica
9. Ipiranga do Norte – Graxa
10. Juara – Carlos Sirena (reeleição)
11. Juruena – Manoel Garça Branca
12. Juscimeira – Moises dos Santos (reeleição)
13. Marcelândia – Celso Padovani
14. Matupá – Fernando Zafonato
15. Nossa Senhora do Livramento – Souza (reeleição)
16. Nova Guarita – Zeca
17. Nova Lacerda – Uilson Linguiça
18. Nova Olímpia – José Elpídio (reeleição)
19. Novo Santo Antônio – Adão Belchior (reeleição)
20. Poconé – Tatá Amaral (reeleição)
21. Querência – Fernando Gorgen (reeleição)
22. Santo Afonso – Luis Fernando
23. São José do Xingu – Dr. Sandro
24. Torixoréu – Inês Coelho (reeleição)
25. Vale de São Domingos – Geraldo Ramos (reeleição)

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