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Deputado nega traição a Bolsonaro e diz que grupelho quer o PSL

O deputado federal Nelson Barbudo (PSL-MT) reiterou nesta segunda-feira (21) que continua fiel ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) e também contestou notícias de que teria sido chamado de traidor pelo presidente, por supostamente ter assinado uma lista em favor do deputado federal Delegado Waldir (PSL-GO) para ser o líder do PSL na Câmara, em lugar do seu filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). ”Mostrem um vídeo que ele chamou Nelson Barbudo de traidor. Não tem”, disse ele, que aproveitou para culpar a revista Época pela informação.

Em meio à crise que vive o partido, no início da tarde desta segunda-feira, o nome de Eduardo Bolsonaro apareceu no sistema da Câmara como o novo líder do PSL na Câmara dos Deputados. Antes da confirmação, o Delgado Waldir gravou um vídeo reconhecendo que a liderança havia passado para Eduardo. “A imprensa de Cuiabá replicou o que Época publicou, a revista da Globo contra o Bolsonaro. Estou de bem com o palácio [do Planalto], estou de bem com Bolsonaro. Estou de cabeça erguida, e amanhã na tribuna vou subir para hipotecar meu apoio para aquele que é meu ídolo, aquele que eu acho que veio para salvar o Brasil, Jair Bolsonaro, quem pensa o contrário, que reveja seus conceitos porque está enganado com Nelson Barbudo”, disse o parlamentar, em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real. 

Barbudo revelou que no início do governo foi o próprio presidente Bolsonaro e o filho Eduardo que pediram para que ele assinasse a lista colocando o deputado Waldir como líder e foi esta lista que ele assinou. Se colocando na condição de independente, Barbudo disse que ninguém trouxe nenhuma lista para que ele apoiasse Eduardo Bolsonaro para líder da Câmara. “Eu estive sempre ao comando de Jair Bolsonaro. Agora, o que está acontecendo. Traga a lista para eu assinar. Ninguém trouxe. A lista em que eu estava, foram eles que pediram, eu disse a eles”, disse Barbudo, que é o presidente do PSL de Mato Grosso. 

Ele lembrou que em uma reunião que teve com Eduardo Bolsonaro pediu para que não tirasse Delegado Waldir da liderança. “Não tente tirar Waldir, que foi você mesmo quem pediu para a bancada inteira colocar. Você vai levar seu pai a uma crise, um furacão, que você, Eduardo, não tem noção”, alertou.

“No dia 31 de dezembro termina o mandato de Waldir. Eu já disse que o primeiro a assinar para que o Eduardo seja o líder no dia 1º De janeiro sou eu. Todo o homem tem que ter postura para merecer a confiança. E eu tenho a confiança de Jair Bolsonaro porque sou home de postura e não traio a palavra dada. Politico, para ser honesto, tem que cumprir com a palavra. Mostre onde eu traí Jair Bolsonaro”, acrescentou. 

Para Nelson Barbudo, existe dentro do partido um “grupelho” que está brigando por cargos dentro do PSL o que garante o controle do milionário fundo partidário. Segundo ele, “tem meia dúzia de deputados que se diz a nova maneira de fazer politica” e que estão brigando pela presidência nacional do PSL e pelo comando do partido nos estados. “A turminha dos que se dizem se dizem fiel ao Bolsonaro, foram à noite ao Palácio do Planalto, não me convidaram, e apareceu de dia a lista dos apoiadores de Bolsonaro”, disse ele.

O presidente do PSL de Mato Grosso lembrou, também, o deputado federal “príncipe” Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP) apresentou uma lista para ele assinar para derrubar Luciano Bivar da presidência da sigla e ele não assinou e ainda gravou um vídeo dizendo que não participa de lista para derrubar presidente de partido, nem deputado, nem senador. “Eles acharam, então, que eu não seria de confiança do grupelho”, disse, ao acrescentar que "sou presidente do PSL, não briguei com ninguém, não briguei com Bivar, não briguei com Waldir, espero a ordem, obedeço ao comando, Jair Bolsonaro, agora, o resto pode se matar, eu não quero participar”.

Ele frisou, ainda, que suas ações são em prol da estabilidade do governo. “O dia em que eu der um voto contra o presidente Bolsonaro eu saio da politica, o dia que eu falar mal de Bolsonaro, eu saio da politica, eu dei 100 por cento do meu voto para Bolsonaro”, concluiu.

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