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Desembargadores livram Arcanjo de mais um processo do jogo do bicho

Por maioria, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça determinou o trancamento da ação penal originária da operação “Mantus” contra João Arcanjo Ribeiro. A ação tramitava na 7ª Vara Criminal de Cuiabá. O desembargador Pedro Sakamoto seguiu o voto do relator, desembargador Rui Ramos. O voto contrário foi da juíza convocada, Glenda Moreira Borges. Desta forma Arcanjo deixa de responder processo por formação de organização criminosa, contravenção do jogo do bicho, extorsão, extorsão mediante sequestro e lavagem de dinheiro. Hoje Arcanjo cumpre pena no regime semiaberto e é monitorado por tornozeleira eletrônica.

A operação “Mantus” foi deflagrada para desarticular, de acordo com investigações da Polícia Civil, duas organizações criminosas que disputavam o comando do jogo do bicho em Mato Grosso. De acordo com as investigações e as denúncias do Ministério Público, uma das organizações, a Colibri, era comandada por Arcanjo, mesmo enquanto ele estava preso, e pelo se genro Giovanni Zem Rodrigues. A outra organização seria liderada por Frederico Müller.

Arcanjo voltou para a prisão durante a operação e só conseguiu a liberdade seis meses depois.

Para o relator do habeas corpus, desembargador Rui Ramos, a denúncia contra o ex-comendador é “totalmente injustificada”, sem o “mínimo de substrato probatório” e “não reveste do mínimo de credibilidade”.

“Gerar credibilidade a essa denúncia, gerar uma ação penal, com todo o respeito que tenho ao Ministério Público, realmente não encontro nada seguro”, enfatizou o desembargador, declarando que poderia ser sim base para inquérito, mas não para se imputar as acusações. “O que temos é a análise de uma conjectura, o que corresponde a uma denúncia temerária”.

A juíza Glenda Borges entendeu que seria prematuro a interrupção da ação, divergindo do voto do relator e denegando a ordem. Mas o voto dela foi vencido com o desembargador Pedro Sakamoto seguindo o relator.

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