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Eduardo Paes descarta lockdown no Rio: Medida extrema e desnecessária

O prefeito eleito no Rio, Eduardo Paes (DEM), disse nesta segunda-feira (30) que, a princípio, descarta o lockdown no Rio. Segundo ele, as medidas a serem adotadas serão terapêuticas em um primeiro momento.

Em sua avaliação, o isolamento total seria "extremo e desnecessário", disse em entrevista à jornalista Andréia Sadi, da GloboNews.

“A princípio eu descarto sim o lockdown. É importante que a gente tenha medidas muito mais do ponto de vista terapêutico. Inaceitável que as pessoas adoeçam e não tenham um leito disponível em um hospital público. Esse é o grande desafio, colocar a rede de saúde do município para funcionar para que a população possa ter o atendimento em caso de necessidade”, disse Paes, em entrevista ao Programa Em Foco com Andréia Sadi, da Globonews.

“Óbvio, medidas de distanciamento social, utilização de máscaras, enfim, regras e, principalmente, tentar conversar com as pessoas. Não dá pra gente pedir para as pessoas aquilo que elas não vão fazer. Então, o lockdown parece uma medida extrema e desnecessária”.

Paes disse ainda que tem conversando com o futuro secretário de Saúde, Daniel Soranz, justamente pela preocupação com a Saúde, agravada nesse momento pela pandemia.

O Rio de Janeiro enfrenta uma alta de casos e mortes por coronavírus já com filas de espera para leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Neste sábado (28), a ocupação de leitos de UTI na rede SUS da capital atingiu 93%. Já na enfermaria, chegou a 70%.

Segundo o boletim mais recente da Secretaria de Estado de Saúde do Rio, a fila por um leito no Estado já tem 358 pacientes – desses, 151 aguardam por um lugar em Centros de Terapia Intensiva (CTI).

Paes disse também que vai cumprir o mandato de 4 anos à frente da prefeitura, mas pretende participar do processo político do país.

"Chega de governo que olha só para um nicho", disse.
O prefeito eleito respondeu perguntas sobre temas variados, como Segurança Pública, Saúde, corrupção, Educação e possível aliança com a esquerda.

Questionado sobre uma possível dificuldade em obter ajuda do governo federal para combater a pandemia, Paes voltou a dizer que vai tentar trabalhar de forma integrada.

"Não tive apoio do presidente Bolsonaro. Ele apoiou a candidatura do Crivella, mas a eleição acabou ontem às cinco horas da tarde. Mas foi o que eu disse a campanha inteira, vamos trabalhar em parceria institucional com o governo federal. O presidente Bolsonaro é do Rio, você tem um monte de pessoas importantes em Brasília que são do Rio. O Rio precisa de ajuda neste momento, nós vamos trabalhar integrados o tempo todo, buscando as soluções para os problemas", afirmou.

Em relação à área de Segurança Pública da capital, disse que o principal papel da prefeitura é estancar a atividade econômica — como as construções irregulares — que está por trás de grupos milicianos.

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