POLÍCIA ▸ FEMINICÍDIO

Eletricista que matou em Poconé tinha passagens por porte ilegal de arma

O delegado de Poconé (104 km de Cuiabá), Marlon Conceição Luz, afirmou que o eletricista Pedro Vicente Neves, de 37 anos, que matou a ex Lailse Monique da Silva Carmo, de 33 anos, no último domingo (26), tinha passagens pela polícia por porte ilegal de arma de fogo. A vítima tinha medo de denunciar a violência doméstica que sofria porque não queria prejudica-lo no trabalho.

O crime ocorreu no domingo (26), quando Lailse deixava uma casa de shows. O suspeito abordou a vítima e, em seguida, efetuou quatro disparos.

Conforme o delegado, Pedro não aceitava o fim do relacionamento. O eletricista foi preso em flagrante depois e teve a arma apreendida.

“Os disparos atingiram rosto, tórax, abdômen e a causa do homicídio muito provavelmente foi em decorrência do suspeito não ter admitido o fim do relacionamento que tinha com a vítima. Então essa relação íntima de afeto, vinculado com o ambiente doméstico, familiar, acabou atraindo a incidência do feminicídio pelo fato ocorrido”, afirmou.

Ao verificar se o suspeito tinha antecedentes, a Polícia Civil constatou diversas passagens por porte ilegal de arma. Apesar de não ter registros de violência doméstica, a polícia recebeu informações de que Lailse seria agredida constantemente por ele. 

A vítima, no entanto, não registrou boletim de ocorrência porque teria receio de prejudicar o ex-companheiro.

“A Polícia Civil já tem inicialmente as informações de que ele praticava algumas violências domésticas contra a vítima, mas ela não quis fazer a denúncia contra ele entendendo que poderia prejudicá-lo no trabalho. Então a gente já tem essas informações, mesmo inexistindo registro formalmente na delegacia, essa prática de violência doméstica é costumeira por parte dele contra ela”, conta.

O delegado incentiva vítimas de violência doméstica ou sexual a denunciarem seus agressores.

“Fica o recado para as mulheres que sofrem algum tipo de violência, que se sentem submetidas a qualquer tipo de violência doméstica e familiar, que denuncie, porque essa denúncia propicia que o agressor impeça, se sinta coagido e impelido de continuar com a gradação de violência dentro desse ciclo, que ora começa com uma discussão, ora progride para um xingamento e parte para uma ameaça”, afirmou.

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