POLÍTICA ▸ ELEIÇÕES 2020

Emanuel sairia vitorioso, mesmo que não eleito, diz Janaina Riva sobre queda na sua rejeição

Depois do polêmico rompimento com Emanuel Pinheiro (MDB), a deputada estadual Janaína Riva (MDB) dá sinais de trégua com o prefeito. Ela o considera o grande vitorioso neste processo eleitoral, além das urnas, e cita queda na rejeição à gestão. Ao comentar o resultado da eleição deste domingo (25), a emedebista detonou o adversário do correligionário, Abílio Júnior (Pode).

"Acho que mesmo se o Emanuel perdesse a eleição, ele seria um vitorioso pois saiu de 60% de rejeição para empate técnico com o outro candidato. Na minha opinião, o recado das urnas foi bem claro sobre o pavor do eleitor com relação aos posicionamentos radicais e sobre a instabilidade dos gestores”, disse nesta segunda (30).

Ao , a deputada defende que o próximo passo seja uma mudança na relação conflituosa entre o gestor de Cuiabá e o governador Mauro Mendes (DEM). “Agora acredito que seja o momento de virar a página e construir uma nova história de conciliação com o governo do estado, por Cuiabá".

No primeiro turno, Janaína fez campanha para Roberto França (Patriota), também apoiado por Mauro, e anunciou o rompimento com Emanuel a quem chegou a chamar de “amigo da onça”, fazendo referência às críticas do prefeito ao pai da deputada, José Riva. O ex-presidente da Assembleia acusa Emanuel, em delação premiada, de ter recebido propina quando deputado. Logo após o rompimento, o prefeito disse compreender “os sentimentos de filha” e, já reeleito, afirmou “não ter mágoas”.

Além de dar sinais de reaproximação com o correligionário, Janaína aproveitou para detonar Abílio e avalia que ele seria o maior responsável pela derrota por 6 mil votos de diferença e que ele enterrou seu discurso pela postura semelhante ao de Pedro Taques (Cidadania), também derrotado na disputa ao Senado.

“Abílio veio com todo discurso de combate à corrupção, mas perdeu pra ele mesmo ao adotar uma postura arrogante, de falta de respeito com a imprensa, com as minorias e os servidores públicos. Política é a arte de agregar, é conciliação e, por mais que o apelo de combate à corrupção seja forte, neste caso em específico, foi enterrado pela postura do candidato. Mato Grosso teve um exemplo recente deste tipo de postura, que foi o ex-governador Pedro Taques. Se elegeu com o discurso do Abílio, mas foi um péssimo gestor”.

Para ela, outra vitória do grupo de Emanuel foi a atuação da primeira-dama Márcia Pinheiro que se destacou por promover debates em torno dos direitos das mulheres. Ela esteve presente na Capital, mas também no interior, em especial, Várzea Grande, onde o filho Emanuelzinho (PTB) concorreu.

“Não posso deixar de enaltecer a força do MDB que elegeu os prefeitos das duas maiores cidades de Mato Grosso (Cuiabá e Várzea Grande) e das mulheres nesta disputa. A Márcia Pinheiro também teve um papel fundamental. Ela foi brilhante ao liderar esse movimento das mulheres, que ajudou muito o Emanuel e conseguiu agregar muita gente”.

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