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Intervenção no Cartório de Poconé atrapalha a economia da cidade por demora em atendimentos

O Sindicato Rural de Poconé, através do seu Presidente Arlindo Márcio de Moraes, acionou a Corregedoria-Geral da Justiça do Estado de Mato Grosso na ultima terça-feira (21.jan.2019) através do Protocolo 00002249-43.2020.811.000, buscando resguardar os direitos da população poconeana que busca atendimento no Cartório de Registro de Imóveis.

Foi protocolado um pedido de providências contra a senhora Katiúscia Sumaya Correa Miranda nomeada Interventora do 1º Serviço Notarial e Registral de Poconé/MT., bem como responsável interinamente pelo Cartório do 2º Oficio da Comarca de Poconé, com atribuições de Tabelionato de Notas e Registro Civil das Pessoas Naturais e como Interventora do 1º Oficio de Pocone.

No pedido o Presidente do Sindicato ele cita:
1)  “Como se vê a Senhora Katiúscia Sumaya Correa Miranda é hoje responsável por atender as demandas dos dois Cartórios existentes no município de Poconé/MT., município este que conta com população de aproximadamente 32.241 habitantes de acordo com dados do IBGE/2017, cuja a base é de atividades agropecuária. Trata-se de um município com população e economia expressiva, que demanda uma grande necessidade de serviços a serem prestados pelos Cartórios ali localizados.”

2)   “Ocorre que desde a Intervenção decretada por este Tribunal de Justiça, conforme a Portaria 032/2019 de 03/05/2019, as atividades cartorárias estão praticamente paralisadas, acarretando grande prejuízo para toda população de Poconé, incluindo o setor agropecuário, representado por este Sindicato, o qual demanda a necessidade de registros complexos, tais como registro de escrituras, transferências de imóveis, registro de cédulas rurais, georefenciamento, dentre outros atos de suma importância para economia local.”

3)  “Grande parte dos atrasos e demora no atendimento se deve ao fato que a Cartorária Interventora não comparece todos os dias da semana para dar expediente e atendimento a população, ficando apenas uma escrituraria responsável, sem qualquer autonomia para solucionar os casos de registros e demais atos necessários a atividade econômica rural, alem de que os funcionários designados para atender os dois cartórios tem pouco conhecimento da função, fazendo com que haja um maior atraso e/ou praticamente a paralisação das atividades.”

4)  “Por se tratar de uma única Cartorária responsável pelos dois Cartórios de Poconé, fica evidente que a sobrecarga de atividades não permite um atendimento a contento para a População de Poconé. Cita-se a um exemplo que um pedido de registro de Cédula Rural, passando, mas de trinta dias não tem sido concretizado, o que vem acarretando suspensão de créditos pelos agentes financeiros, causando enorme prejuízo a todos.”

O presidente aonde continua: _“Assim considerando todo exposto, vem o Sindicato Rural de Poconé, requerer que sejam tomadas as seguintes providencias:_

a)  Estabelecer que a cartorária Interventora permaneça no municipio nos dias úteis da semana, dando atendimento no Cartorio do 1º Oficio e praticando os atos necessarios a demanda dos produtores e a população local;

b)  Que seja designados funcionários que tenham conhecimento de atividades cartorária e em especial os atos mais complexos, como registro, escritura de venda de imóveis, registro de Cédulas Rural, Georreferenciamento, etc.

c)  Enfim, requer que sejam tomadas as providencias necessárias para restabelecer o regular atendimento à toda população de Pocone”
finaliza o senhor Arlindo Marcio de Moraes, Presidente do Sindicato Rural

Estivemos na frente do Cartório nesta manha fila enormes e muitas pessoas reclamando, uma dela não quer se identificar, mas se diz Corretor de Imóveis. “Antes era fácil nos vendermos imóveis em 3 dias tínhamos os serviços resolvidos, hoje tenho serviços deste de outubro. Não sei o que está ocorrendo nessa intervenção. No inicio era uma coisa ai parece-me que foi comprovado, veio outra do garimpo dos chicões inclusive ate mesmo as pessoas desistiram do processo agora é outra, fico aqui pensando será que não é algo já pessoal?” Finaliza o corretor.

Tivemos informações de populares que tem pessoas com pedido de Partilha que não consegue resolver a mas de 4 meses.

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