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Juíza cita assassinatos e mantém preso ex-PM acusado de integrar milícia em MT

A juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Ana Cristina Silva Mendes, negou nesta segunda-feira (22), o pedido de revogação e manteve a prisão do ex-policial militar, José de Barros Costa, acusado de participar de uma organização criminosa que comandava o tráfico de drogas em Mato Grosso. Ele é um dos investigados na Operação Cérberus.

A defesa pediu revogação da prisão do ex-militar alegando que ele possui mobilidade reduzida com alto grau de dependência. O Ministério Público Estadual emitiu parecer pela manutenção da prisão do acusado por ausência de documentação médica atualizada que demonstrem seu quadro de saúde. 

Na decisão, a magistrada justificou que nos autos existem indícios suficientes para indicar a participação do acusado no grupo criminoso e que sua soltura comprometeria a paz social. Ela ainda destacou que o ex-militar foi condenado a mais de 28 anos de prisão por dois crimes de homicídio. Um deles seria contra o ex-vereador de Várzea Grande, Valdir Pereira, ocorrido em 2002.

“A custódia cautelar se justifica para assegurar a Ordem Pública, consubstanciada na gravidade e violência dos delitos, bem como na conduta, em tese, externada pelos investigados, eis que, estamos diante de um Grupo Criminoso que, se mantidos soltos, comprometeriam a paz social por meio da continuidade das práticas delitivas, e, principalmente obstaculizar as investigações em andamento, haja vista que, agiam para promoção e em benefício da Organização Criminosa, valendo-se, como dito, da violência para imposição do controle sobre os traficantes interceptados, bem como para realizar a proteção de suas mercadorias até o devido repasse”, diz trecho da decisão.

CONDENAÇÕES

O ex-militar, José de Barros Costa, foi um dos presos da Operação Cérberus, deflagrada pela Polícia Federal no dia 04 de novembro de 2020, acusado de participar de uma organização criminosa que comandava o tráfico de drogas no Estado. Ele também foi condenado a 15 anos de prisão pelo assassinato do pecuarista Valdênio Lopes Viriato em Cuiabá, no ano de 2007, e 13 anos de prisão pela morte de Márcio Antônio Costa Santos, em setembro de 2002 em uma rinha de galo em Várzea Grande.

Além disso, em dezembro de 2019, ele e os ex-policiais militares Hércules Araújo Agostinho, João Leite e o comerciante Edmilson Pereira da Silva foram pronunciados pelo juiz Murilo Moura Mesquita, da 1ª Vara Criminal, e serão levados a Júri Popular pela morte do ex-vereador de Várzea Grande, Valdir Pereira, ocorrida em 2002. 

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