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Justiça manda transferir tia suspeita de matar menina de 2 anos em Poconé

A juíza da Comarca de Poconé (104 km de Cuiabá), Kátia Rodrigues Oliveira solicitou informações ao Centro de Ressocialização de Cuiabá, sobre boatos da suposta morte de F.L.D.S., acusado de estuprar semanalmente a sobrinha de apenas dois anos e sete meses, Maria Vitória Lopes dos Santos.

Maria Vitória morreu no Pronto-Socorro de Várzea Grande, em 08 de novembro deste ano, vítima de maus-tratos e suposto abuso sexual pelos tios, que eram seus pais adotivos. O casal foi preso pelo suposto crime.

Consta do ofício enviado pela juíza que ela recebeu informações, prestadas pela defesa da tia da menor, A.P.P., que está custodiada na Penitenciaria Feminina Ana Maria do Couto, em Cuiabá, de que uma facção criminosa já teria assassinado o companheiro da custodiada, F.L.D.S., dentro do sistema penitenciário.

A defesa da tia da criança relatou ainda à magistrada que a família da presa vem recebendo ameaças supostamente vindas de dentro da unidade prisional, sobretudo em razão da gravidade do crime que supostamente foi cometido pela acusada, e que A.P.P. relatou que foi “jurada de morte” por integrantes de uma facção criminosa que atualmente “dita as regras” na unidade prisional onde a acusada está presa.

A defesa pediu com a máxima urgência, o isolamento da reeducanda e assim que possível, a sua transferência para outra unidade prisional feminina em Mato Grosso, uma vez que, teme-se pela integridade física dela.

Diante disso, a magistrada pediu informações sobre a existência de vaga em outra unidade prisional para transferência de A.P.P., e ainda, que informe quanto a veracidade da noticia da suposta morte do réu F.L.D.S..

A magistrada determinou ainda, que A.P.P. seja colocada imediatamente em local seguro, de acordo com os procedimentos utilizados pela unidade prisional, para resguardar a sua integridade física, bem como, para tomar conhecimentos das supostas ameaças contra ela.

“EXPEÇA-SE oficio com urgência, para a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto, para ter ciência da presente decisão. EXPEÇA-SE oficio a para Secretaria de Segurança Publica – SESP/MT, para informar sobre a existência de vaga em outra unidade prisional para transferência da ré. Havendo vaga, solicite anuência do juízo. Com a devida anuência, defiro desde já o pedido. CUMPRA-SE com urgência, tendo em vista que se trata de ré presa. Deve o sistema prisional informar ao juízo a localidade em que a acusada se encontra detida, caso haja transferência. Considerando ainda a noticia da suposta morte do réu F.L.D.S., DETERMINO que seja OFICIALIZADO a unidade prisional, para informar quanto a veracidade da noticia” diz decisão.

Contudo, nessa quinta (25.11), o Centro de Ressocialização de Cuiabá negou a informação, ao enviar o pedido de solicitação sobre a veracidade dos fatos com a assinatura do réu F.L.D.S.. “Encaminho mandado de prisão devidamente assinado pelo réu” diz resposta do Ofício nº 765/2021.

Já a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto informou que A.P.P. encontra-se na triagem, sem outras recuperandas, e está em raio seguro, destinado às mulheres com mesmo perfil e crime.

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