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Mauro Mendes prevê deficit de R$ 30 bilhões em 10 anos se projeto da previdência não passar

O Governo do Estado apresentou aos membros do Conselho Previdenciário, composto pelos líderes e representantes dos Poderes, o esboço de uma proposta de Reforma da Previdência, semelhante ao projeto aprovado pelo Congresso Nacional na última semana, que altera as regras de aposentadoria dos servidores públicos estaduais.

O encontro aconteceu no Palácio Paiaguás na manhã desta quarta-feira (13).

Segundo o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, foi concedido aos integrantes do Conselho o prazo de cinco dias, depois dos pedidos de vistas, para que analisem a proposta.

Nós temos hoje no Estado mais de dois mil servidores aposentados com 45 anos. Temos um déficit que vai acontecer na previdência, se não houver a reforma, de R$ 30 bilhões
O secretário destacou que a Reforma é importante para o Estado que prevê nos próximos 10 anos um déficit, somente com previdência, em torno de R$ 30 bilhões.

“O que nós temos que entender que essa Reforma da Previdência é extremamente importante para sociedade mato-grossense. Nós temos hoje no Estado mais de dois mil servidores aposentados com 45 anos. Temos um déficit que vai acontecer na previdência, se não houver a reforma, de R$ 30 bilhões em 10 anos”, disse.

Ele ainda comentou que por mês o governo tira do seu caixa R$ 115 milhões para cobrir o déficit causado pelo rombo previdenciário.

“O que significa isso para sociedade mato-grossense? Significa menos investimento na saúde, menos investimos na infraestrutura, menos investimento na segurança, menos investimentos na educação, esta todo mundo pagando essa conta, será que a sociedade esta disposta realmente pagar esse déficit?”, questionou.

O Congresso Nacional promulgou a reforma da Previdência na terça-feira (12). Entre as principais mudanças estão a idade mínima para aposentar (62 anos mulheres e 65 homens), tempo de contribuição para servidores públicos de 25 anos e a alíquota de contribuição previdência dos servidores que poderão chegar a 22%.

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