POLÍCIA ▸ ASSÉDIO EM HOTEL

Mulher acusa coronel da PM de ter agido como advogado de segurança em denúncia de assédio

A funcionária da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), que teria sido assediada e importunada sexualmente pelo chefe de segurança da delegação uruguaia, acusou um coordenador de segurança da Copa América de parcialidade. De acordo com a suposta vítima, o homem, que também é coronel aposentado da Polícia Militar, teria defendido e agido como advogado do suspeito na delegacia. 

O assédio teria ocorrido na madrugada de segunda-feira (21) em um hotel localizado na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá, onde a delegação uruguaia estava hospedada.

Depois do suposto crime, o uruguaio foi detido e encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento de Mulheres e Crianças 24 horas.

Na unidade policial, a contratada da Conmebol denunciou ao coordenador de segurança e aos funcionários do hotel os supostos crimes.

Entretanto, em entrevista ao Cadeia Neles, da TV Vila Real, a vítima afirmou que o coronel não foi imparcial e que ainda teria auxiliado o uruguaio.

"O coronel Moraes defendeu o suspeito, agindo como advogado e não como policial. Estava lá [na delegacia] para defender ele [o suspeito]", disse a suposta vítima, que não teve o nome revelado.

Sobre a denúncia de assédio, a vítima relatou que o uruguaio pegava no pênis enquanto ofereceu dinheiro para beijá-la. "Ele ficou me oferecendo dinheiro, puxava o meu braço e a todo momento ficava pegando no órgão genital", relatou. 

Por fim, a funcionária da Conmebol alegou que está tomando medidas cabíveis para que o segurança seja punido. Ela teme que ele possa fazer novas vítimas. 

"Eu já tenho uma advogada que está vendo isso para mim para que esse tipo de coisa não fique impune. Eu espero que a justiça seja feita para ele não fazer outras vítimas. Eu soube me defender, mas imagina se qualquer outra mulher não conseguisse?", questionou. 

O que diz a Polícia Militar

De acordo com assessoria de imprensa da Polícia Militar, o coronel está aposentado e foi contratado pela Comnebol como um dos coordenadores de segurança do mundial. O caso, segundo a instituição, deverá ser analisado pela Corregedoria Geral da Polícia Militar. 

A prisão do uruguaio

O segurança foi detido pela Polícia Militar após ter oferecido U$ 20 dólares para dar um beijo na suposta vítima. Após os fatos, ela chamou a Polícia Militar e o segurança foi detido.

Após a detenção, o homem foi levado à , onde foi ouvido pela delegada Lizzia Kelly Ferraro Noyal. Depois do depoimento, a delegada autuou o uruguaio em flagrante delito.

Na sequência, o uruguaio foi submetido à audiência de custódia. No procedimento, o juiz Marcos Faleiros concedeu liberdade provisória ao segurança e arbitrou fiança de U$ 1 mil.

Seleção demite segurança

O suspeito foi demitido da delegação uruguaia na tarde desta segunda. A informação da demissão foi publicada no site da federação. No comunicado, o órgão classificou o ato do segurança como “inaceitável” e “repudiável”. O órgão informou também que assim que o funcionário retornar a Montevidéu, Capital do Uruguai, será submetido a uma investigação administrativa imposta pela associação.

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