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Neri Geller diz que não deve dividir palanque com Wellington Fagundes e cita diálogo com PT

Não vou nesse jogo”, disparou o deputado federal e pré-candidato ao Senado, Neri Geller (PP), descartando a possibilidade de dividir o palanque do governador Mauro Mendes (União Brasil) com o senador Wellington Fagundes (PL), que deve disputar a reeleição. O federal não acredita que dê para combinar dois discursos de adversários políticos no mesmo espaço e confirmou que conversou com Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, para ampliar seu leque de apoiadores.

“Não vou dizer que seja impossível (estar no mesmo palanque de Wellington). Mas acho isso pouco provável. Vou consolidar nossa candidatura ao Senado, dentro de um arco de alianças que eu acho que possa ganhar essa eleição e que eu possa fazer um bom trabalho. Não vou arredar meio milímetro do meu propósito”, afirmou o pré-candidato em entrevista à imprensa.

Uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberou para as eleições de 2022 que partidos da mesma coligação possam ter mais de um candidato. Porém, o deputado não demonstra interesse em compartilhar o mesmo espaço que Wellington na busca por votos. A possibilidade dos dois nomes passarem a “desfilar” ao lado de Mauro passou a ser cogitada após o governador oficializar o apoio a Jair Bolsonaro (PL), filiado a mesma sigla do senador. E embora o federal faça parte da base de apoio do chefe do Paiaguás, o fator “Bolsonaro” pesa na balança em favor de Wellington e a demora do governador em expor o seu apoio, faz Neri se distanciar cada vez mais de Mauro em busca de alianças com outros partidos, inclusive, o PT.

Neri, que foi ministro no governo Dilma Rousseff, demonstrou estar aberto a defender Lula (PT) em Mato Grosso. Ele diz que nunca fechou as portas para nenhuma sigla e enxergou no Partido dos Trabalhadores uma alternativa para fortalecer sua candidatura. Revela que na última terça (21) se reuniu com Gleisi Hoffmann em seu gabinete para discutir detalhes de um projeto que tramita no Senado sobre defensivos agrícolas e aproveitou para estreitar os laços com a executiva da sigla.

“Depois nós entramos na política, conversamos e, obviamente, não vou dispensar apoio e quero sim fazer um arco de alianças com o apoio máximo de partido para ir para uma eleição e ganhar a eleição para o Senado”, disse o deputado.

Automaticamente se obter o apoio do Partido dos Trabalhadores, Neri recebe a incumbência de apoiar Lula. Como a situação ainda está em fase de negociação, o federal foi ponderado, mas admitiu que a conjuntura possa ser consolidada em um futuro bem próximo.

“Dentro de uma composição, nós estamos conversando. Vamos com calma para que a gente não possa vir a falar demais e se arrepender depois. Acho que todo mundo tem que conversar com todo mundo. E pode sim acontecer isso”, pontuou.

“Obviamente que isso tudo são conjunturas, não tem nada 100% definido, mas existe sim o diálogo”, completou Neri que lembrou da relação próxima com Rosa Neide, outra petista da bancada de Mato Grosso  na Câmara. “Eu tenho uma relação muito forte, muito próxima com a Rosa Neide que é uma grande parlamentar, nós atuamos juntos, e estou feliz porque acho que dá para compor”, avaliou o pré-candidato.

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