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Pantaneiros e Defesa Civil começam a traçar plano de prevenção de incêndios florestais em MT

A formação de novos brigadistas, o acompanhamento do volume de chuvas, a compra de equipamentos, bem como a análise das ações do ano passado foram os temas da primeira reunião de formatação do plano de combate e prevenção de incêndios florestais no Pantanal Mato-grossense, realizada na sede do Sindicato Rural de Poconé (102 km de Cuiabá), na quarta-feira (13). No encontro, estavam integrantes da Defesa Civil do estado e do município, do Sesc Pantanal, da prefeitura e o presidente do sindicato e integrante do grupo Guardiões do Pantanal, Raul Santos Costa Neto.

Mesmo faltando alguns meses para a estiagem, Raul explica que o planejamento se faz necessário, levando em consideração o resultado da ausência dele no ano passado, quando o bioma teve 2,3 milhões de hectares queimados, tamanho equivalente a dois estados do Rio de Janeiro.

“No ano passado, os moradores locais, sem treinamento apropriado, tiveram que enfrentar as chamas até que os governos – federal e estadual – se organizassem para mandar apoio. Este ano, estamos unidos para tentar fazer diferente”, afirmou.

Com relação a qualificação de equipes locais, o superintendente da Defesa Civil do Estado, coronel Marcelo Augusto Reveles Carvalho, disse que o estado irá contribuir com a formação de brigadistas e está elaborando uma lista de equipamentos que serão comprados.

Parte dos materiais vieram por meio de uma ajuda da Organização das Nações Unidas (ONU), que doou US$ 10 mil dólares e quer participar de uma reunião, marcada inicialmente para o final de fevereiro, na qual pretende ouvir os envolvidos e analisar como pode fazer novas contribuições.

Em busca de dados
Na próxima reunião, que terá também a participação de representantes da esfera federal, as ações começarão a ser rascunhadas por conta da apresentação dos dados do Sistema Nacional do Meio Ambiente do Brasil (Sisnama). Raul Santos, do Guardiões do Pantanal, explica que é preciso ver o que foi feito no ano passado e como foi feito para se traçar estratégias.

Outra questão importante é o acompanhamento dos índices pluviométricos. Segundo o coronel Reveles, da Defesa Civil, a chuva ainda não veio com a habitual intensidade e isso preocupa. Na cidade de Poconé, por exemplo, foram perfurados dois poços e nenhum deles deu água. Muitos rios também estão nesta situação, o que pode deixar o período de estiagem mais crítico.

“Vamos construir um plano para este ano com a participação dos moradores locais, que realmente conhecem a região e podem dar contribuições valorosas”.

Quando questionado sobre investimentos em infraestrutura, o coronel disse que por enquanto está focado na formação de brigadistas e na aquisição de equipamentos para o combate. Porém, acredita que será essencial a melhoria das pistas de pouso porque os aviões são importantes no transporte de medicamentos e pessoas nos casos de urgência.

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