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PSB aceita filiação de prefeito, mas vê dificuldade em aliança com PT no estado de Mato Grosso

Presidente do diretório estadual do PSB, o deputado estadual Max Russi, declarou que não oferece resistências a uma eventual filiação do prefeito de Rondonópolis (225 km ao Sul de Cuiabá), José Carlos do Pátio (Solidariedade). “Uma vinda dele para o PSB é muito boa. Se vir vai somar muito ao partido”, declarou.

Nos bastidores, uma provável filiação do prefeito José Carlos do Pátio ao PSB seria articulada pela direção nacional do partido que busca consolidar projetos majoritários espalhados pelo Brasil. O PSB vai lançar no Rio de Janeiro a candidatura do deputado federal Marcelo Freixo egresso do PSOL. No Maranhão, aposta na candidatura à reeleição do governador Flávio Dino, que deixou o PCdoB. 

Assim, a filiação de José Carlos do Pátio seria feita com o propósito de avaliar a possibilidade de inclusão numa disputa ao Senado ou até mesmo ao governo do Estado, este último em atendimento ao projeto de candidatura à Presidência da República do petista Luiz Inácio Lula da Silva. Pátio deve renunciar o mandato para disputa.

O deputado Max Russi ainda garantiu que permanecerá no PSB. O parlamentar agradeceu ao convite do deputado estadual Alan Kardec que na sessão extraordinária do dia 11 deste mês oficializou o convite para filiação ao PDT. “Fico lisonjeado com os convites, mas vou permanecer no PSB. Sou identificado com o partido e no próximo mês teremos a escolha do presidente do diretório estadual. Meu nome está a disposição e vou permanecer no partido. Nossa prioridade é consolidar uma chapa forte para deputado estadual e federal”.

Com relação às articulações em âmbito nacional de o PSB e o PT formar uma federação partidária para as eleições de outubro, Russi ressaltou que pelas últimas informações obtidas junto ao diretório nacional, há dificuldades para a concretização desta aliança. “A federalização é uma discussão com contrato de quatro anos e não estamos chegando a esse entendimento. O PT quer candidatura a Presidência e indicar vários governadores e vices o que contraria o projeto do PSB em São Paulo e Pernambuco, por exemplo”, revelou.

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