CIDADES ▸ PANTANAL

Turismo, tecnologia e ciência cidadã já identificaram pelo menos 400 onças-pintadas no Pantanal

A onça-pintada Juru é um macho de cinco anos e 120 quilos que, em 12 de maio, passou boa parte da tarde de domingo relaxada em uma pedra, avistando seres humanos passeando de barco (assista no vídeo acima). Ela vive em Porto Jofre, uma localidade em Poconé (MT) onde, segundo especialistas, está a maior concentração no mundo de onças-pintadas habituadas à presença humana. Só ali, pelo menos 145 onças diferentes já foram avistadas desde 2013, mas um levantamento feito pelo G1 com outros projetos de pesquisa mostra que, no Pantanal, pelo menos 400 exemplares do maior felino das Américas foram identificados nesta década.

Os especialistas dizem que as onças costumam se locomover dentro de uma área de cerca de 70 km². Como quase todas as iniciativas são realizadas a distâncias maiores do que essa umas entre as outras, são grandes as chances de que as onças que circulam por um desses perímetros não ocorra em outro.

Em quase todos os casos, a principal metodologia utilizada são as armadilhas fotográficas (ou "camera trap"). Acoplado a árvores, o equipamento é acionado automaticamente pelo movimento, e é capaz de registrar o comportamento de animais em vídeo ou foto, de noite ou de dia, sem que seres humanos espantem o animal. Há cerca de cinco anos, essa tecnologia começou a ser introduzida no Pantanal para auxiliar a coletar dados, e hoje há dezenas delas alimentando com dados os conservacionistas da biodiversidade pantaneira.

Comentários