O presidente da Assembleia, Eduardo Botelho (União Brasil), firmou o compromisso, nesta quinta-feira (11), de se reunir com governador Mauro Mendes (União Brasil) para tratar da possibilidade de convocação de mais aprovados no concurso da Polícia Militar. Segundo ele, apenas 515 pessoas foram nomeadas dos 1.850 candidatos aprovados.
Durante o encontro, aprovados ressaltam a necessidade de convocação devido ao alto índice de criminalidade no Estado. Eles citam ainda um suposto déficit de 4.953 profissionais. Botelho reconheceu a necessidade do complemento do efetivo policial, porém, frisou que Estado precisa estudar os impactos financeiros. Apesar disso, o chefe do Poder Legislativo estadual acredita na viabilidade da convocação, até o fim de 2025.
"Evidentemente que o Governo sabe que precisamos dos policiais, mas tem a questão financeira, então nós temos que fazer esse contraponto entre o ideal e o que é possível. Para esse ano provavelmente deve haver dificuldade, o governo já mostrou isso, mas eu acredito que é possível, sim, que no próximo ano todos sejam chamados. Vamos fazer essa discussão com o governo, com a Secretaria de Fazenda, para darmos uma resposta para essas pessoas", disse Botelho.
O vice-presidente da comissão de aprovados, Antônio Campos Mourão, argumenta que o Estado não tem informado nenhuma previsão de convocação dos aprovados, mesmo tendo condições financeiras de suprir a demanda do efetivo: "O Estado tem condição de convocar esses 1.315 aprovados, no entanto, nós não temos nenhuma resposta sobre a previsão de nomeação por parte do governo, por isso, já estivemos aqui (na Assembleia) diversas vezes e estamos aqui hoje novamente pedindo o apoio dos deputados.
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Correa Mendes, informou que os 515 policiais convocados estão concluindo a formação neste mês e irão atuar em municípios do interior do Estado. Ele ressaltou ainda que os candidatos foram aprovados para vagas de cadastro de reserva, ou seja, a nomeação deles depende da situação financeira do Estado, sem caráter obrigatório.
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