O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) disse que o Brasil vive em uma ditadura do Judiciário e acusou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de aplicar medidas truculentas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores.
A fala foi feita na manhã desta terça-feira (05) e é uma reação à decisão de Moraes que impôs a Bolsonaro prisão domiciliar. Conforme a determinação, o ex-presidente descumpriu as cautelares impostas a ele, o que motivou a prisão.
“Lamentavelmente, o Brasil está vivendo uma ditadura do Judiciário brasileiro. Eu vivi no tempo da Ditadura Militar de 1964. Em 1972, quando eu era prefeito, era um regime forte, comandado pelo presidente Médici, depois Geisel. Fui governador com [o governo do] João Figueiredo, já na abertura política. Mas o nosso Supremo hoje está tomando decisões draconianas que não precisavam ser tomadas”, disse Júlio.
O ministro Alexandre de Moraes tem sido muito duro, muito truculento nas suas decisões com relação a Bolsonaro
Para o parlamentar, não há motivo para a prisão do ex-presidente. Júlio Campos criticou Alexandre de Moraes e questionou o motivo de o Supremo focar em Bolsonaro e seus apoiadores e ignorar os “ladrões” do INSS e da Lava Jato.
“O ministro Alexandre de Moraes tem sido muito duro, muito truculento nas suas decisões com relação ao presidente Bolsonaro e também com relação aos manifestantes do 8 de janeiro. Para você ter uma ideia, tem pessoas idosas que estão condenadas a 17 anos de cadeia”, disse.
Por determinação de Alexandre de Moraes, Bolsonaro continuará a ser monitorado por tornozeleira eletrônica, mas não poderá sair de casa. Além disso, ele não poderá receber visitas de ninguém que não seja da família ou advogados.
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