Medeiros nega blindagem de políticos e diz que falta limite ao Supremo Tribunal Federal
Fonte: Da Redação 20/08/2026 ás 01:17:10 48 visualizações

O candidato ao Senado, José Medeiros (PL), voltou a defender a proposta dele de proibir operações policiais nos seis meses que antecedem o período eleitoral. Como exemplo, ele citou as investigações do caso da Operação Heritage, pela Polícia Federal.

Se os ministros deixarem de serem agentes políticos, defendo que haja prisão até no dia da eleição

A ação investiga suspeitas de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro a partir de um acordo de R$ 308 milhões firmado, em 2024 ainda na gestão Mauro Mendes, entre o Governo e a operadora de telefonia Oi.

Segundo Medeiros, o caso investigado já era público desde o ano passado, mas a operação foi deflagrada somente no início do processo eleitoral. 

“Essa investigação começamos a ouvir em maio do ano passado, isso ficou na gaveta até registrar uma chapa? Penso que acelerar as investigações é um prestigio ao eleitor que pode se preparar. O que defendo é que não haja operações interferindo no processo eleitoral", disse em entrevista ao Jornal do Meio-Dia, da TV Vila Real.

"Se os ministros deixarem de serem agentes políticos, defendo que haja prisão até no dia da eleição. Mas hoje, não dá para confiar, porque não sabemos se é a operação mesmo que deveria existir ou se ela está ‘teleguiada’”, acrescentou.

A proposta de Medeiros foi criticada por uma série de políticos e ele recuou de apresentar o projeto no Congresso Nacional. O parlamentar afirmou que foi mal interpretado e alegou que a proposta visa conter a interferência de magistrados que atuam com o "apito na boca" às vésperas do pleito

Ele, inclusive, citou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que autorizou uma operação no Maranhão ligado ao atual grupo governista do Estado.

"Nesse momento que o Brasil vive em que ministros da Suprema Corte vieram para o tabuleiro político, é temerário utilizar a polícia para escolher, beneficiar ou prejudicar candidaturas, como o que está acontecendo no Maranhão, onde um desafeto do Flávio Dino sofreu uma operação que o prejudica”, afirmou.

“O nosso intuito é discutir. Ou volta os ministros para a casinha, ou temos que ter um processo eleitoral que o protagonista deve ser o eleitor e não a interferência do juiz que vem para o campo jogando com o apito na boca”, completou.

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