Ministros peitam partidos e decidem permanecer no governo Lula como ministro
Fonte: Da Redação 08/10/2025 ás 11:12:03 3106 visualizações

O ministro dos Esportes, André Fufuca (PP-MA), foi afastado nesta quarta-feira (8) do partido Progressistas (PP). A decisão do partido foi comunicada pelo presidente da legenda, Ciro Nogueira.

Na mesma ocasião, o ministro do Turismo, Celso Sabino, anunciou que vai permanecer à frente da pasta até o ano que vem, contrariando a ordem da direção nacional do União Brasil para o desembarque da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os partidos aos quais os ministros são filiados pressionavam para que ambos deixassem os cargos no governo. No caso do afastamento de Fufuca, o Progressistas fez o anúncio por meio de uma nota (leia mais abaixo).

"Diante da decisão de desobedecer à orientação da Executiva Nacional do partido e permanecer no Ministério do Esporte, o ministro André Fufuca fica, a partir de agora, afastado de todas as decisões partidárias, bem como da vice-presidência nacional do partido", afirma o comunicado.

A nota ainda afirma que a Direção Nacional do Progressistas realizará, ainda, intervenção no diretório do Maranhão, retirando o ministro do comando da legenda no estado.

"O partido reitera o posicionamento de que não faz e não fará parte do atual governo, com o qual não nutre qualquer identificação ideológica ou programática", prosseguiu o comunicado.

Anúncio de permanência de Fufuca

Nesta segunda (6), Fufuca participou de evento ao lado do presidente Lula, no Maranhão. Mesmo com ultimato de seu partido para que ele deixasse o governo. Na ocasião, o ministro afirmou: "Eu estou com Lula".

Fufuca está no Ministério do Esporte desde setembro de 2023. Ele assumiu no lugar de Ana Moser.

No início de setembro, a federação partidária formada pelo União Brasil e pelo PP anunciou que filiados aos partidos deveriam deixar cargos no governo do presidente Lula.

O desembarque do governo faz parte da estratégia dos partidos para a eleição de 2026.

O comunicado anterior afirmava que "em caso de descumprimento desta determinação, se dirigentes desta Federação em seus estados, haverá o afastamento em ato contínuo. Se a permanência persistir, serão adotadas as punições disciplinares previstas no Estatuto".

A exigência para que os filiados deixem a gestão Lula foi aprovada após a veiculação de reportagens que apontam uma suposta conexão entre o presidente nacional do União Brasil, Antonio de Rueda, e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Rueda nega.

A "gota d'água" para o desembarque ocorreu em agosto, quando, em uma reunião ministerial, Lula fez críticas a Rueda.

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