A senadora Tereza Cristina (PP-MS) comentou pela primeira vez o fim das articulações para integrar como candidata a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A declaração foi dada ao g1, nesta sexta-feira (31), após a convenção estadual do Avante, em Campo Grande.
Questionada se ainda haveria novas tentativas para que ela integrasse a chapa de Flávio Bolsonaro como candidata a vice, a senadora respondeu:
"O que foi está posto, o partido vai manter a neutralidade. Não sou candidata independente. Preciso que o partido avalie isso. Se o partido manteve neutralidade, eu sinto. Vamos ficar firmes na campanha do Flávio".
As articulações para que Tereza Cristina ocupe a vaga de vice de Flávio Bolsonaro (PL) se dão em um cenário marcado por resistências partidárias e divisões internas na direita. Nesta sexta-feira (31), após uma negativa pública do PP, Flávio disse respeitar a resposta, mas afirmou: "Sou brasileiro, não desisto nunca."
Flávio Bolsonaro chegou a se referir à ex-ministra como o "sonho de consumo" dele para a composição da chapa. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, vem sendo um dos principais articuladores para levar Tereza Cristina para o lado de Flávio. Entre empresários, especialmente aqueles ligados ao agronegócio, há pressão pelo ingresso da senadora na campanha presidencial.
No palanque da convenção do Avante, em Campo Grande, o governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato à reeleição, Eduardo Riedel (PP), também lamentou o fim das articulações para que Tereza Cristina integrasse uma eventual chapa de Flávio Bolsonaro. "Hoje foi um dia difícil. Hoje poderia estar aqui a vice-presidente do Brasil", disse.
Durante discurso na convenção, Tereza Cristina não citou as negociações para a eleição presidencial. A senadora concentrou a fala em manifestar apoio aos candidatos do Avante em Mato Grosso do Sul.
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