O chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União Brasil), defendeu a abertura de diálogo para apaziguar os ânimos do grupo político ligado ao governador Mauro Mendes (União Brasil) logo após o segundo turno eleitoral programado para domingo (27). O racha foi exposto diante do fracasso de Eduardo Botelho (União Botelho), que ficou em terceiro lugar na disputa da Prefeitura de Cuiabá.
"Acho que a gente tem que conversar bastante dentro do nosso grupo político. Não gostaria de ver o nosso grupo dividido, vai passar as eleições. Domingo abrem as urnas, vão ter os vencedores e os que não ganharam a eleição. A gente precisa sentar com o nosso grupo para que possa retomar a nossa unidade que sempre foi um característica", disse Fabio Garcia.
Nesta semana, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), ao declarar apoio a Abilio Brunini (PL), afirmou que todos os perdedores de Cuiabá e de Várzea Grande, teriam passado a apoiar, "na surdina", a candidatura de Lúdio Cabral (PT) a prefeito da Capital. A fala não caiu nada bem dentro do grupo do governador, que foi derrotado em Cuiabá e Várzea Grande no primeiro turno.
Botelho, que não foi ao segundo turno, questionou se não houve traição de Pivetta, que não se comprometeu com sua campanha, ficando apenas em seu gabinete. Aliás, Botelho ainda botou mais lenha na fogueira, questionando se Pivetta realmente conheceria a real situação de Mato Grosso já que se coloca como um dos possíveis nomes para disputar o Governo do Estado.
Para Fabio, as divergências são naturais. Por isso, defende a necessidade de se aparar as arestas visando garantir a harmonia do grupo, que vai se movimentar para as eleições de 2026. "A gente pode divergir eventualmente e pontualmente, mas a gente trilhou esse caminho juntos desde 2018, do mesmo grupo. Eu e Botelho desde 2014 [...] Não tem porque haver esse distanciamento, essas questões. Nós vamos resolver isso com o passar das eleições", completou.
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