O deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) cobrou medidas mais rigorosas do presidente Lula para controlar os gastos públicos. Ele defende a execução de uma reforma administrativa que corte os privilégios dos Poderes para recuperar a capacidade de investimento do país.
Garcia destacou que o governo federal enfrenta um cenário de desequilíbrio fiscal, com despesas superiores à arrecadação, isso sem considerar o aumento da dívida externa. Na avaliação do deputado, a situação também pesa diretamente sobre os trabalhadores, que, segundo ele, precisam dedicar de quatro a cinco meses de trabalho por ano para pagar impostos.
"Esse dinheiro está indo para sustentar os poderes do Brasil. No fim, o Brasil é um país hoje praticamente sem capacidade de fazer investimento, incapaz de devolver para o cidadão o imposto que arrecada em serviços públicos de qualidade", falou ao HNT Entrevista.
O deputado criticou as condições de áreas como saúde, educação e segurança pública. Para ele, a manutenção de uma estrutura pública considerada onerosa compromete a capacidade de atender às necessidades básicas. Garcia apontou três mudanças que considera necessárias: a reforma política, a reforma administrativa e a reforma do Código Penal.
A reforma administrativa, segundo ele, deve promover o ajuste das contas públicas e reduzir despesas. Garcia argumenta que o equilíbrio fiscal também poderia contribuir para a queda dos juros, a redução do custo de vida e a recuperação do poder de compra dos brasileiros.
"Quando a gente ajustar essas contas, tem outro efeito: a taxa de juros no Brasil vai baixar. O custo de vida do brasileiro vai diminuir. O brasileiro vai voltar a ter poder de compra", afirmou.
Já em relação à legislação penal, o deputado defendeu mudanças para ampliar a capacidade do Estado de combater organizações criminosas. Na avaliação dele, as regras atuais e a atuação do Judiciário não têm sido suficientes para conter o avanço das facções no país.
Garcia cobrou que o governo federal tenha maior disposição para rever despesas e adotar medidas de contenção. Para o deputado, o ajuste das contas públicas é fundamental para que o Estado consiga recuperar sua capacidade de investimento e ampliar a oferta de serviços à população.
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