O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) admitiu a resistência dentro da federação, que engloba o PT, PC do B e PV, no apoio à pré-candidatura ao Senado do ex-governador Pedro Taques (PSB). Embora reconheça ter sido voto vencido na discussão interna do PT em relação ao assunto, o parlamentar assegura que irá pedir voto a todos os candidatos à chapa majoritária chancelados pelo grupo. No final de semana o PT votou para endossar o projeto de Taques, mas o apoio formal ainda dependerá do aceite do PV e do PC do B.
Lúdio lembra que, desde o início do processo de formação da chapa, defendeu que a segunda candidatura ao Senado fosse construída em conjunto com o outro candidato do grupo, o senador Carlos Fávaro (PSD), que tentará a reeleição. O petista entendia que a segunda vaga deveria ser ocupada por uma mulher filiada ao PT, em clara alusão ao nome da ex-vereadora Edna Sampaio (PT).
“Mas o debate interno no PT, o fato do PSB ser um partido do arco nacional nosso, de ser o partido do vice-presidente [Geraldo Alckmin], fez com que, em diálogo com a direção nacional, nós tomássemos essa decisão interna no PT de apoio ao PSB. Natasha Slhessarenko [do PSD] é governadora, Fávaro com a primeira vaga e Taques na segunda. Agora isso vai para a federação, vai para o PV, para o PCdoB, para a gente debater com os outros partidos”, detalha.
Questionado se o fato de ter sido vencido no debate interno pode gerar algum tipo de desgaste, o deputado descartou a hipótese. Grupos que integram as siglas da federação apontam resistência no apoio a Taques por conta de posições adotadas pelo ex-governador. “A minha tese foi vencida no debate democrático dentro do PT e eu tenho que respeitar essa decisão. Vou pedir o voto para toda a nossa chapa majoritária, independente da leitura pessoal que eu tenha”., assevera
Vice e Edna
Diante da impossibilidade de Edna ser candidata ao Senado, Lúdio pontua que a ex-vereadora deverá ser uma das candidatas da federação à Assembleia Legislativa. Dos 25 nomes que deverão integrar a chapa, o PT irá indicar 17.
Já o vereador por Rondonópolis, Wendell Girotto, cotado como candidato a deputado federal, recuou da candidatura para coordenar a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Mato Grosso e foi indicado pela sigla como pré-candidato a vice-governador. O fato, ponderou Lúdio, não significa necessariamente que o partido ficará com a vaga.
“O PT indica, a federação avalia, mas a definição da vaga de vice requer um posicionamento da própria candidata.O que defendo é que temos que buscar o melhor nome dentro dos partidos que estão no nosso arco para que a gente tenha a chapa mais forte”, finalizou.
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