A CPI da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) identificou uma empresa que teria recebido cerca de R$ 200 milhões durante a gestão do ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo e estaria registrada em nome de uma mulher que, segundo a comissão, afirmou nunca ter ouvido falar da empresa. A informação foi revelada nesta segunda-feira (31.08) pelo presidente da CPI, deputado Wilson Santos (PSD), durante entrevista ao jornalista Geraldo Araújo, no programa VGN no Ar.
Segundo Wilson, a empresa está registrada no endereço residencial da mulher, no bairro CPA 3, em Cuiabá. O deputado afirmou que, diante das informações levantadas pela comissão, há suspeita de que ela tenha sido utilizada como “laranja” no suposto esquema.
“Vou dar aqui em primeira mão, vou dar um furo aqui para o site VG Notícias, primeiro furo: nós identificamos uma empresa que recebeu, durante a gestão do Gilberto Figueiredo, aproximadamente R$ 200 milhões”, afirmou.
Wilson disse que a CPI já dispõe do nome da empresa, da mulher apontada como responsável formal e do endereço onde ela reside. Os dados, segundo ele, serão apresentados no relatório da comissão. “Tem o nome da empresa, tem o nome da laranja, tem o endereço da residência dela. Calma, que tudo isso vai ser revelado no relatório”, declarou.
De acordo com o presidente da CPI, a previsão é divulgar o relatório até 30 de setembro. Wilson afirmou que, até lá, espera que já tenha terminado o período de sigilo de parte dos documentos analisados pela comissão.
Além desse caso, o parlamentar afirmou que a investigação reúne documentos oficiais, inquéritos da Polícia Federal, informações relacionadas à Operação Espelho, depoimentos e outros materiais encaminhados à CPI.
A comissão investiga supostas irregularidades, dispensas de licitação e possíveis fraudes em contratos da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) firmados entre 2019 e 2025, incluindo contratações realizadas durante a pandemia de Covid-19 e fatos relacionados à Operação Espelho.
Gilberto não compareceu à CPI
O ex-secretário Gilberto Figueiredo foi convocado para prestar esclarecimentos à comissão. A convocação foi aprovada em 10 de junho, após ele não comparecer a um depoimento para o qual havia sido inicialmente convidado.
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